Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







sábado, 21 de janeiro de 2012

Material importante sobre o naufrágio do Costa Concórdia

Giorgio Fanciulli - 14.jan.12/Reuterrss
Imagem do navio no início de seu inclinamento (14/01)
Imagens mostram evolução do afundamento do Costa Concordia, naufragado na sexta-feira (13) na ilha de Giglio
(Fotos: Enzo Russo/Massimo Percossi/Efe)

Danilo Bandeira e Ivan Moura/Editoria de arte/Folhapress

Por considerar muito interessante as fotos e o trabalho de editoria de artes da Folha de São Paulo, sobre o navio Costa Concórdia, que afundou na sexta-feira, 13, na ilha de Gigilo, Itália, decidi reproduzi-las aqui, pois nem todos têm a oportunidade de ler o jornal.

Como todos sabem, o Costa Concórdia bateu em algumas rochas, teve o casco avariado e lentamente afundou. a décima segunda vítima foi encontrada hoje, mas há vinte e quatro pessoas desaparecidas que podem estar em algumas das cabines dos 17 andares do gigante, um dos maiores e mais luxuosos navios do mundo.

O navio continua afundando e as buscas continuam, a despeito das imensas dificuldades para os mergulhadores. Há risco do navio cair num precipício de cerca de 70 metros de profundidade, o que, talvez, impossibilite a busca pelos corpos ainda desaparecidos. No momento, os mergulhadores estão entre a superfície e cerca de 20 metros de profundidade.

Não há confirmação do número exato de brasileiros que estavam a bordo, mas o jornal refere-se a 53. Os investigadores italianos perderam a esperança de encontrar pessoas ainda vivas no navio. Dos ais de quatro mil passageiros e tripulantes, foram registrados 24 desaparecimentos e 12 mortos.

Quem acmpanha o noticiário do naufrágio sabe que a culpa toda recaiu sobre o capitão Francesco Schettino, 52, que chegou a ser detido e depois liberado e responde a processo que poderá levá-lo a prisão por 12 anos. Ele estaria namorando e bebendo, tendo sido negligente e, pior ainda, quando instado pela Capitania dos Portos sobre a situação, ele disse que estava avaliando, demorando demais a tomar uma decisão, pedir socorro e iniciar a retirada dos pasageiros. Mais grave: abandonou o navio sem que todos os passageiros e tripulantes estivessem a salvo.

Os jornais da Itália publicaram diálogio entre o comandante do navio e o comandante da Capitania dos Portos de Livorno, Gregório de Falco. Reproduzo trecho quando De Falco se exaspera com a omissão de Schettino:

  "Volte imediatamente a bordo, suba pela escada de segurança e coordene a evacuação. Deve nos dizer quantas pessoas há lá dentro: crianças, mulheres, passageiros, o número exato de cada categoria", acrescentaram.
"Comandante, é uma ordem, agora comando eu. Anteriormente o senhor declarou que havia abandonado o navio, volte à proa e coordene o resgate porque há mortos", exigiram.
Conforme os investigadores, Schettino que estava em terra firme e não retornou ao transatlântico perguntou quantos corpos havia.
"É o senhor quem tem de me dizer quantos. O que quer fazer? Ir para sua casa? Volte imediatamente e nos diga o que é preciso fazer, quantas pessoas restam e o que necessitam", ordenaram a partir da Capitania.
O comandante garantiu que voltaria, mas testemunhas e investigadores que cuidam do caso, afirmam que ele não voltou e o viram pegar um táxi em direção a um hotel.


Eis a transcrição do diálogo entre comandantes:

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