Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Senado pressiona e consegue: o Rio pode perder os royalties


Por 6 votos a 4, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (27) liberar o Congresso da obrigação de analisar em ordem cronológica os mais de 3.000 vetos que aguardam votação.

Apesar de provisória, a decisão permite que sejam colocados em votação os vetos da presidente Dilma Rousseff sobre mudanças nas regras de distribuição dos royalties do petróleo.

Os ministros derrubaram uma decisão liminar do relator do caso, Luiz Fux, do fim do ano passado, determinando que a análise dos vetos deveria obedecer a ordem de chegada.


Marco Aurélio Mello criticou o entendimento dos colegas. "Está virando regra deixar a Constituição em stand by", disse.

"Derrubar a liminar, viabilizará o massacre da minoria pela maioria", completou em referência ao veto dos royalties.

Celso de Mello criticou a inércia do Congresso, dizendo que isso deveria ser analisado mais profundamente em outro momento. "A inércia provoca a demonstra desprezo a Carta, ela traz consigo o descrédito", disse.

Para Barbosa, não apreciar um veto é um ato de extrema gravidade. "Nós estamos diante de um exemplo muito claro de como se dá a hipertrofia do poder Executivo. Aqui, nesse caso, se dá por meio de abdicação pelo Congresso de suas prerrogativas constitucionais. Um veto abandonado pelo Congresso Nacional é muito grave."

(Extraída de matéria da Folha de São Paulo)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pudim dá voz de prisão a coronel


Reprodução / Veja Online
Uma reunião entre bombeiros, policiais militares e deputados terminou em confusão no fim da tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Um grupo de cerca de 100 militares e suas famílias reunia-se com os deputados Marcelo Freixo e Janira Rocha, do PSOL, e com Geraldo Pudim e Clarissa Garotinho, do PR. Em pauta: a PEC 300, que estabelece patamares únicos de remuneração para policiais e bombeiros em todo o país, e a anistia dos líderes grevistas de 2012. A confusão começou quando, ao fim do encontro, Pudim e os militares foram para o Palácio Tiradentes, onde fica o plenário da Alerj. O parlamentar afirma ter visto que homens à paisana fotografavam o grupo, posicionados nas escadarias e ao redor do Palácio Tiradentes.
“A Alerj estava cercada por Arapongas” — Pudim deu voz de prisão a um coronel dos Bombeiros identificado como Jorge Benedito. Ele seria, segundo o deputado, o líder do grupo que captava imagens. “Percebi uma movimentação estranha e identificamos 32 agentes da P2 e do B2 (serviços reservados da PM e dos Bombeiros). A Alerj estava cercada por Arapongas. Perguntei o motivo das fotos, mas o coronel só me disse que estava trabalhando. Dei voz de prisão”, disse Pudim. “Chamei a polícia. Eles serão levados para a 5ª DP)”, disse.
De acordo com Pudim, agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia estão sendo vistos na Alerj já cerca de uma semana. “Eles querem identificar os militares que denunciam os abusos que acontecem nos quartéis. E a assembleia não pode ser conivente com isso”.
O coronel e um subordinado estão detidos por seguranças da Alerj. Um tenente coronel da PM foi para a Asselmbleia para uma reunião na sala da presidência da Casa. Procuradas pelo site de VEJA, as assessorias de imprensa do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar não se manifestaram.
Fonte: Veja
(Replicado do Blog do Bastos)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hélio Coelho toma posse na ACL dia 04


O meu amigo Hélio de Freitas Coelho, professor, intelectual, expert em história do Brasil, ex-vereador, ex-presidente da Câmara de Campos, ex-secretário de Governo e imortal na Academia Campista de Letras, tomará posse, dia 04, às 19:30h, na presidência da Academia, substituindo Elmar Martins.

Será uma noite solene e festiva e a comunidade está sendo convidada. 


Raul Castro é reeleito em Cuba e Fidel comparece à Assembléia


Fidel Castro e seu irmão Raúl Castro, presidente de Cuba, durante sessão de abertura da Assembleia Nacional

O líder cubano Fidel Castro, que governou o país por 49 anos, reapareceu no domingo na sessão de abertura da Assembleia Nacional, depois de se ausentar repetidamente devido a uma doença grave que sofreu em 2006.

Segundo a agência de notícias estatal AIN, Fidel, 86, e o presidente cubano, seu irmão Raúl Castro, participaram de uma sessão solene da Assembleia Nacional, no Palácio das Convenções. A última vez em que Fidel participou de uma sessão no local foi em 2010.

A imprensa estrangeira tem acesso apenas à sessão de encerramento, à tarde, quando fala o presidente cubano. Fidel continua a ser um deputado após renunciar de todos os cargos, incluindo o de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC).

O general Raúl Castro, 81, anunciou, neste domingo, que esse será seu último mandato. O anúncio foi feito em um discurso ao novo Parlamento do país, pouco após ter confirmado o segundo mandato, com duração de cinco anos.

Com isso, Raúl deve entregar o poder a um sucessor em 24 de fevereiro de 2018. Conforme a imprensa oficial cubana, a decisão está de acordo com a intenção de Raúl de limitar os cargos políticos a um máximo de dez anos.

Também neste domingo foi escolhido o novo "número dois" do regime, o vice do Conselho de Estado, Miguel Diaz-Canel, que fará 53 anos em abril que vem. O político é engenheiro elétrico de formação, ex-ministro da Educação e herdeiro político do presidente, com vistas a projetar o único regime comunista do Ocidente para o futuro.


(Extraído da Folha de São Paulo)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Resposta do Dr. Flávio Mussa Tavares à Globo sobre o CAPs

Extraído do Blog do Garotinho: 

Em tempo: Reproduzo abaixo o comentário postado pelo médico Flávio Mussa Tavares que trabalha no CAP mostrado ontem pelo Jornal Nacional, e que é importante ressaltar, não ocupa cargo de confiança na prefeitura, é médico concursado. 

Sou médico do CAPS III. É para mim uma alegria lidar com a clientela sofrida que faz parte de nossa rotina. Os CAPS foram instituidos no Brasil em 2001, na chamada Reforma Psiquiátrica que extinguiu os manicômios.

Nossa clientela é a maioria oriunda desse sistema. São chamados clientes "institucionalizados", que pode ser traduzido como um paciente que não sabe viver sem a instituição.

O CAPS III Romeo Casarsa, que foi protagonista de uma matéria veiculada no Jornal Nacional de hoje foi inaugurado em 2009. Temos mais de 300 pacientes, dos quais atendemos mais de 80 ao dia. 

Nenhum de nossos pacientes é acamado. Aliás, uma regra da instituição psiquiátrica é que o paciente esteja com o nível de consciência alerta e podendo andar. Caso sua consciência esteja apagada ou não consiga andar, configura uma caso clínico e não psiquiátrico. Nosso paciente é vertical. O paciente clínico é horizontal. Essa demanda é externa, isto é, não dorme na instituição.

Mas temos sempre cerca de 6 pacientes internados, que geralmente permanecem lá em períodos de crise que não ultrapassam 7 dias.

Essa clientela, que vivia em hospitais, vive hoje uma realidade que concordamos é pobre, mas não há indignidade. Nossa clientela recebe quatro refeições por dia (desjejum, almoço, lanche e janta), tem atendimento médico, psicológico, terapia ocupacional, música, fazem bijuterias e tem até uma grife: "Loucas por Acessórios".

Essa clientela usa medicação sedativa. Eles passam o dia na instituição. Eles tem sono e deitam de dia.

Nós não temos leitos para 20 ou 30 pessoas que não estão propriamente "dormindo", mas sim descansando, tirando uma soneca de dia.

A forma como foram veiculadas as imagens sugerem que são pacientes internos que vivem amontoados ou que são acamados e estão sendo humilhados.

Reconheço que não temos o espaço físico adequado, entretanto, o que se viu foi uma hora de descanso em que muita gente deitou em colchonetes no mesmo horário. Detalhe: o horário é diurno!

Todos estes que estão ali repousando voltam para casa entre as 17 e 18 horas, após receber uma quentinha do jantar.

O clima ali só é agitado quando alguns pacientes apresentam crises de agitação ou agressividade. Nesses momentos, o corpo de enfermagem contém fisicamente até que seja feita a medicação tranquilizante.

Nunca vi ninguém ser humilhado, maltratado ou ignorado no Caps III.

Faria mesmo um desafio. Gostaria que os repórteres da Globo entrevistassem os nossos pacientes. Seria uma forma sadia e madura de avaliar a instituição.

De qualquer forma, eu me sinto honrado em fazer parte do corpo técnico do CAPS III, que no meu entender é de primeira qualidade e supera as dificuldades materiais, supera as dificuldades de lidar com o paciente mais marginalizado de nossa sociedade e supera as dificuldades de lidar com a intriga, a calúnia e a ingratidão.

Flávio Mussa Tavares
 

Câmara: quatro horas de debate marca posição de vereadores


Sessão da Câmara dura mais de quatro horas

Edson Batista (Foto: Márcia Lemos)
A segunda sessão da Câmara Municipal de Campos durou mais de quatro horas, mesmo com a determinação do presidente da Casa, Edson Batista ter limitado três indicações para cada vereador. Quando terminou o expediente e as indicações e requerimentos foram aprovados, havia 16 vereadores inscritos para fazer uso da palavra. Quase todos elogiaram a postura democrática do presidente, principalmente quando colocou em discussão o requerimento de Fred Machado sobre o concurso realizado pela Câmara.  

(Fotos: Oguianne Sardinha)
Fábio Ribeiro

Cecília Ribeiro Gomes

Paulo HIrano

Jorge Rangel

Genásio

Fred Machado (Foto: Márcia Lemos)


Magal

Nildo Cardoso

Deyvison

Dona Penha 

Álvaro César

Abdu Neme

Rafael Diniz

Thiago Virgílio

José Carlos 

Gil Viana

O público lotou o plenário

Ainda na Sessão, quatro projetos começaram a tramitar no Legislativo: O que dispõe sobre normas de segurança nas casas noturnas do vereador Fred Machado; O que dispõe sobre publicidade dos atos, programas e campanhas dos órgãos públicos; O que dispõe sobre o atendimento emergencial em eventos de grande porte na cidade de Campos, ambos projetos do vereador Marcão Gomes e, por último, o que dispõe sobre a proibição do uso de fogos de artifício, sinalizadores, show pirotécnico com produtos inflamáveis em locais fechados de autoria dos vereadores Fábio Ribeiro, Paulo Hirano, Alonsimar de Oliveira e Paulo César Genásio.

Vários assuntos foram abordados na sessão, entre eles o “mal serviço prestado pela Empresa Águas do Paraíba ao Município de Campos”, segundo o vereador Magal, que recebeu vários apartes dos vereadores a seu favor. O edil quer a presença do representante Mário Faza para comparecer à Casa de leis com a finalidade de esclarecer as responsabilidades da Concessionária em Campos. O edil também criticou a Ampla e quer a presença do representante da empresa na Câmara para que faça esclarecimentos dos serviços prestados pela empresa.
Outro assunto abordado foi em relação ao Concurso Público realizado pelo Legislativo de Campos. O vereador Fred Machado quer saber se eles serão chamados e o porquê da demora. O líder do governo, Paulo Hirano disse que a Comissão de Fiscalização está estudando o caso, pois a atual administração descobriu que a Câmara tem muitos funcionários que não vão trabalhar. “Nós quereremos transparência e legalidade e se realmente havia necessidade do concurso”, disse Hirano.  Edson Batista, acatando sugestão do vereador Alexandre Tadeu, disse que assim que a Comissão apurar tudo, todos os veículos de comunicação tomarão conhecimento do resultado.
A questão da doação de sangue também foi discutida. Os 25 vereadores assinaram uma indicação solicitando aquisição de outro ônibus do Hemocentro do Hospital Ferreira Machado para atender os municípios vizinhos na coleta de sangue. Já o vereador Fred Machado teve aprovado um anteprojeto de Lei que dispõe sobre a criação do Programa de Doação de Sangue Itinerante.
 Auxiliadora Freitas (Foto: Márcia Lemos)

Após o expediente, vários vereadores usaram a palavra, mas o discurso mais emocionante ficou por conta da vereadora Auxiliadora Freitas. Ela fez um pronunciamento sobre os 360 anos da Câmara de Vereadores de Campos abordando o papel do vereador: 

“Que nossos atos, nossas palavras, nosso mandato tenha o peso da verdade, da legalidade, da transparência, da impessoalidade, do encantamento e da credibilidade, do não e do sim dados com coerência e responsabilidade. Que cada palavra e posicionamento nossos possam ser colocados para expressar a verdade, a justiça, a transformação positiva da essência das coisas e das pessoas”, disse a vereadora.

(Matéria de Márcia Lemos)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre Cuba e a blogueira Yoani Sánchez


Eu e minha esposa, como professores, fomos a Cuba no ano passado, convidados pela Academia de Ciências para participar do Congresso sobre as relações Cuba/Brasil no Século XXI. Nossa área é a educação e visitamos escolas e universidades. Lá, a educação funciona, a despeito da pobreza do país, das pessoas. Mas fomos ao interior e conversamos também com agricultores. 
Constatamos que o maior problema em Cuba não é a "ditadura de Fidel (e Rui) Castro", mas o bloqueio econômico imposto há 50 anos pelos EUA. A blogueira Yoani era comentada como alguém que não merecia crédito. Agora, ela vem ao Brasil para fazer sua propaganda anti-Fidel. Não dei muita importância, mas li o artigo abaixo, do Leandro Fortes e o reproduzo, pois é o que eu penso: 

Yoani: quem paga a viagem?

publicada terça-feira, 19/02/2013 às 12:31 e atualizada terça-feira, 19/02/2013 às 12:31
Yoani reloaded
Por Leandro Fortes, na CartaCapital
Primeiro de tudo: foi um erro dos manifestantes baianos impedir a exibição do documentário, ou seja lá o que for aquilo, do tal cineasta de Jequié, Dado Galvão, em Feira de Santana. Não que eu ache que dessa película poderia vir alguma coisa que preste, mas porque praticar sua arte – seja genial, banal ou medíocre – é um direito inalienável de qualquer cidadão brasileiro.
Ao impedir o documentário, os manifestantes estão ajudando a consolidar a tese adotada pela mídia de que os que são contra a blogueira Yoani Sánchez são, apenas, a favor da ditadura cubana. Fortalece, pois, esse reducionismo barato ao qual a direita latinoamericana sempre lança mão para discutir as circunstâncias de Cuba.
Minha crítica aos manifestantes, contudo, se encerra por aqui.
De minha parte, acho ótimo que tenha gente disposta a se manifestar contra Yoani Sánchez, uma oportunista que transformou dissidência em marketing pessoal.  Não vi ainda nenhuma matéria que informe ao distinto público quem está pagando a turnê de Yoani por 12 (!) países – passagens aéreas, hospedagens, traslados, alimentação, lazer, banda larga e direito a dois acompanhantes, o marido e o filho.
Nem a Folha de S.Paulo, que até em batizado de boneca do PT pergunta quem pagou o vestido da Barbie, parece interessada nesse assunto.  E eu desconfio por quê.

Yoani Sánchez é a mais nova porta-bandeira da liberdade de expressão em nome das grandes corporações de mídia e do capital rentista internacional. É a direita com cara de santa, candidata a mártir da intolerância dos defensores da cruel ditadura cubana, a pobre coitada que tentou, vejam vocês, 20 vezes sair de Cuba para ganhar o mundo, mas só agora, que a lei de migração foi reformada na ilha, pode viver esse sonho dourado. Mas continuo intrigado. Quem está pagando?

A mídia brasileira, horrorizada com as manifestações antidemocráticas em Pernambuco e na Bahia, não gosta de lembrar que a atormentada blogueira morou na Suíça, apesar de ter tentado sair de Cuba vinte vezes, nos últimos cinco anos. Vinte vezes!

Façamos as contas: Yoani pediu para sair de Cuba, portanto, quatro vezes por ano, de 2006 para cá. Uma vez a cada três meses. Mas, antes, conseguiu ir MORAR na Suíça. Essa ditadura cubana é muito louca mesmo.
Mas, por que então a blogueira dissidente e perseguida abandonou a civilizada terra dos chocolates finos e paisagens lúdicas de vaquinhas malhadas pastando em colinas verdejantes? Fácil: nos Alpes suíços, Yoani Sánchez poderia blogar a vontade, denunciar a polícia secreta dos Castros e contar ao mundo como é difícil comprar papel higiênico de qualidade em Havana – mas de nada serviria a seus financiadores na mídia, seja a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que lhe paga uma mesada, ou o Instituto Millenium, no Brasil, que a tem como “especialista”.
Então, é preciso fazer Yoani Sánchez andar pelo mundo. Fazê-la a frágil peregrina da liberdade de expressão, curiosamente, financiada pelos oligopólios de mídia que representam, sobretudo na América Latina, a interdição das opiniões, quando não a manipulação grosseira, antidemocrática e criminosa da atividade jornalística, em todos os aspectos.
É preciso vendê-la como produto “pró-Cuba”, nem de direita, nem de esquerda – aliás, velha lenga-lenga mais que manjada de direitistas envergonhados. Pena Yoani ter se atrasado nessa missa: Gilberto Kassab, com o PSD, e Marina Silva, com a Rede (Globo?), já se apropriaram, por aqui, dessa fantasia não-tem-direita-nem-esquerda-depois-da-queda-do-muro-de-Berlim.
No mais, se a antenada blogueira cubana tivesse ao menos feito um Google antes de embarcar para o Brasil, iria descobrir:
1)   Dado Galvão, apesar de “colunista convidado” do Instituto Millenium, não é ninguém. Ela deveria ter colado em Arnaldo Jabor;
2)   Eduardo Suplicy é a Yoani do PT;
3)   Em Pernambuco não tem só frevo;
4)   E na Bahia não tem só axé

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Doação de sangue na Câmara mobilizou a comunidade

Os vereadores doaram sangue (um grupo pela manhã e outro à tarde)

na campanha que, segundo Edson disse às TVs

e rádios (na foto, com Souza Neto)

foi um sucesso, pois a comunidade participou

O vereador e médico Paulo Hirano foi um dos primeiros a doar

Márcio soube da campanha e se fez presente,
mas ele já doador e já teve caso na família que precisou de sangue

Durante todo o dia houve fila para a doação, nas tendas 
em frente à Câmara

O ônibus do Hemocentro tem quatro assentos e, antes e depois 
da coleta, os doadores receberam lanche adequado

Confiram a matéria publicada no site Ururau:
Vereadores e funcionários da Câmara Municipal de Campos se engajaram na manhã desta terça-feira (19/02), numa uma grande campanha de doação de sangue na intenção de conscientizar a população para a importância do ato de doar. A idéia foi encaminhada ao presidente da Casa, Edson Batista, pelo vereador José Carlos Nascimento e abraçada de imediato pelos vereadores. 
De acordo com o presidente da Casa de Leis do município, Dr. Edson Batista, a campanha sela o termo de compromisso assinado nesta segunda-feira (18/02), visando implementar e colaborar com a implantação de agências transfusionais em todos os hospitais do município que realizam mais de 60 transfusões de sangue por mês, seja ele público ou privado.
Dr. Edson esclareceu que o termo vem tirar do papel uma lei que já existe há dois anos e que estabelece que toda unidade hospitalar que faz mais de 60 transfusões mensais devem possuir uma unidade de coleta. 
Segundo ele, em Campos, seis unidades hospitalares, Beneficência Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia, Hospital dos Plantadores de Cana, as unidades do Grupo Imne, Hospital da Unimed, e o Hospital Escola Álvaro Alvim devem se adequar à norma, no entanto, somente os dois últimos acompanhados dos hospitais públicos, Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus, o fizeram.
O termo também teve engajamento das secretarias de saúde de São Francisco do Itabapoana e São Fidélis, dois dos 19 municípios atendidos pelo Hemocentro Regional. 
“Se cada um desses hospitais conseguirem colaborar com 100 bolsas de sangue cada um, serão 600 bolsas a mais, isso já é mais da metade da média mensal do Hemocentro. Se conseguirmos mobilizar os municípios vizinhos, com 80 coletas por mês, serão mais 1520 bolsas. Essa medida já iria normalizar os estoques”, avaliou o presidente da Câmara.
Dando exemplo aos colegas, o ex-secretário de saúde do município e atual vereador, Dr. Paulo Hirano, foi o primeiro membro da casa a doar. Ele lembrou da importância da conscientização da população na causa que é do interesse de todos.
“Organizamos essa manifestação simbólica, no primeiro dia de trabalho do legislativo, para mostrar à população que a Câmara está preocupada com as necessidades da nossa cidade. Queremos incentivar a sociedade a fazer grupos permanentes de doação. Qualquer um de nós pode precisar em algum momento”, ressaltou o vereador.
A Diretora do Hemocentro Regional, Daniela Tudesco enfatizou que a ação, deve ajudar a deixar o estoque da unidade em um nível mínimo para atender à demanda.
“Como nesse período de Carnaval a necessidade de uso superou o número de doações, estamos com o estoque bem abaixo do ideal”, ressaltou a diretora.
DOE SANGUE
Para doar, os interessados devem comparecer ao Hemocentro, que funciona no Hospital Ferreira Machado (HFM), das 7h às 18h, inclusive sábados, domingos e feriados, portando documento de identidade original.

Os doadores necessitam estar em jejum de alimentos gordurosos pelo menos três horas, ter boa saúde, pesar no mínimo 50 kg e ter idade entre 16 e 67 anos. Menores de idade devem comparecer acompanhados pelo seu representante legal, preencher formulário próprio, com o consentimento formal do responsável para cada doação, com cópia da identidade oficial do responsável anexada. Candidatos com idade superior a 60 anos só poderão doar se realizaram doações de sangue anteriormente.

Rosinha na primeira sessão ordinária do Legislativo campista


(Fotos: Oguianne Sardinha)
Edson Batista e Rosinha, unidos por Campos

A prefeita fez um rápido balanço de seu Governo
e entregou a Edson Batista sugestão para mudar a Lei Orgânica

Plenário lotado aplaudiu Rosinha e Edson por seus discursos

Edson pede que Auxiliadora Freitas entregue uma orquídea 
à prefeita, que teve um momento de descontração

O Ururau publicou e eu reproduzo a matéria sobre a primeira sessão ordinária da Câmara: 
A primeira sessão do ano da Câmara de Vereadores de Campos foi realizada na tarde desta terça-feira (19/02). A abertura do ano Legislativo foi presidida pelo vereador Edson Batista, presidente da Casa de Leis, que agradeceu a presença de todos, inclusive da chefe do Executivo, a prefeita Rosinha Garotinho. 
Participaram da sessão, que durou cerca de 40 minutos, os 25 vereadores eleitos, assessores e representantes da sociedade civil. A sessão foi transmitida ao vivo através da TV Câmara, que também teve o início das atividades nesta terça, através do canal 152 da VerTV.
O principal assunto tratado foi a estratégia para aumentar o número de doações de sangue para ajudar o Hemocentro Regional, que funciona no Hospital Ferreira Machado, em Campos. Pela manhã, edis e funcionários da Câmara Municipal participaram de uma grande campanha de doação de sangue em frente a Casa, na intenção de conscientizar a população para a importância do ato de doar.
De acordo com o presidente a campanha sela o termo de compromisso, que visa a implantação de agências transfusionais em todos os hospitais do município que realizam mais de 60 transfusões de sangue por mês, seja ele público ou privado.
“Se cada um dos hospitais dos 19 municípios atendidos pelo hemocentro conseguirem colaborar com 100 bolsas de sangue cada um, serão 600 bolsas a mais, isso já é mais da metade da média mensal do Hemocentro. Se conseguirmos mobilizar os municípios vizinhos, com 80 coletas por mês, serão mais 1520 bolsas. Essa medida já iria normalizar os estoques”, avaliou o presidente da Câmara.
Em discurso a prefeita de Campos ressaltou a importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo para o desenvolvimento de um município que vive um estágio de crescimento regional.
“Campos precisa da união e o trabalho em conjunto para uma Campos melhor, o município cresce, novas empresas, serviços e bairros surgem. Também existe o crescimento horizontal e vertical. Estou aqui para nos unirmos e para que consigamos desta forma atender os anseios da população”, disse Rosinha Garotinho.
A prefeita também informou que no dia 25 a partir das 19h no Teatro Trianon vai anunciar a construção de 4.500 novas casas do Morar Feliz e ainda registrar a marca de R$ 1,5 bilhão em investimentos no primeiro mandato.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Câmara e hospitais da região firmam parceria para doação de sangue

(Fotos Oguianne Sardinha)
Edson Batista e Geraldo Venâncio

Edson, Geraldo, Ricardo Madeira e Jair de Araújo Júnior 

A reunião contou com a presença de muitos vereadores

e dirigentes de hospitais de Campos, São Fidélis e São Francisco

O Grupo de Trabalho Extraordinário criado na Câmara Municipal de Campos visando fortalecer a campanha de doação de sangue e buscar uma solução para o problema da coleta de sangue do Hemocentro Regional do Hospital Ferreira Machado selou nesta segunda-feira (18/02) com hospitais e secretários de Saúde de Campos, São Francisco de Itabapoana e São Fidélis um termo de compromisso pelo qual se comprometem a implementar dentro de 90 dias as agências transfusionais nos hospitais que realizam mais de 60 transfusões de sangue por mês.
A unidade móvel do Hemocentro Regional de Campos visita, nesta terça-feira (19/02), a Câmara de Vereadores do município das 9h às 17h. A expectativa é de que os representantes do Legislativo, assessores e todo corpo funcional da casa participe da ação que visa aumentar o número de doadores voluntários cadastrados. 
Além dos representantes das secretarias de Saúde dos municípios e de hospitais, o termo foi assinado pelos vereadores Edson Batista (presidente da Câmara), José Carlos Monteiro (presidente do Grupo de Trabalho), Alexandre Tadeu, Thiago Virgilio, Jorge Rangel, Deyvison Miranda, Albertinho, Cecília Ribeiro Gomes e Alonsimar de Oliveira, presentes à reunião realizada nesta segunda no Palácio Nilo Peçanha.
No termo de compromisso, os vereadores também se comprometeram a envidar esforços junto à prefeita Rosinha Garotinho (PR) para a aquisição de mais um ônibus devidamente adaptado para realização da coleta móvel em 19 municípios do Norte/Noroeste fluminense. Como maior e melhor equipado hospital de emergência da região, o HFM A atende a maior parte dos pacientes e acidentados dessas cidades.  
À reunião, estiveram presentes além dos vereadores, os secretários de Saúde de Campos, Geraldo Venâncio; de São Fidélis, Francisco Edson Fontenele; de São Francisco de Itabapoana, Jayme Tinoco Netto; o superintendente do Hospital Ferreira Machado, Ricardo Madeira; do Hospital Geral de Guarus, José Manoel Moreira; o diretor do Hospital Escola Alvaro Alvim, Jair Araujo; a diretora do Hemocentro Regional do Hospital Ferreira Machado; o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sebastião Tavares Campista Filho; além do diretor-presidente do Hospital da Unimed, Márcio Sidney de Souza; e o representante do IMNE, Renato Vale.  
“Para se realizar uma cirurgia, é necessário no mínimo dois litros de sangue. E o estoque do Hemocentro é precário, mais ainda neste período de verão. Vamos dar um passo gigantesco para normalizar a situação, com instalação das seis agências de transfusão nos quatro hospitais conveniados (Santa Casa de Misericórdia, Beenficência Portuguesa, Alvaro Alvim e Plantadores de Cana), além dos outros particulares (Unimed e grupo IMNE). Antes da implantação das agências, vamos continuar fortalecer nossas ações com parcerias junto a outros municípios, a aquisição desse ônibus e ampliar a campanha de doação para aumentar o estoque”,  afirmou Edson Batista.
(As fotos são de Oguianne Sardinha e a matéria, do jornal Ururau)



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Papa surpreende e renuncia no último dia de fevereiro


Filippo Monteforte/France-Presse

O Papa Bento 16 anunciou, nesta segunda-feira, que vai renunciar do cargo no próximo dia 28. O último Papa a renunciar foi Gregório XII, em 1415.

O Papa disse em um comunicado que está "plenamente consciente da dimensão do seu gesto" e que renuncia do cargo por livre e espontânea vontade. Segundo o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, a notícia foi uma surpresa.

Ainda de acordo com o documento, um dos motivos da renúncia seria sua idade avançada. O Papa tem 85 anos e sofre de artrite, especialmente nos joelhos, quadris e tornozelo. Nascido na Alemanha no dia 16 de abril de 1927, ele é o pontífice número 265 da Igreja Católica e o sétimo Chefe de Estado do Vaticano. 

O papa viria ao Brasil em julho para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Um conclave será convocado para escolher o próximo pontífice. Até que um novo Papa seja escolhido, o posto ficará vago. Lombardi disse que o Vaticano espera escolher o substituto de Bento 16 até o final de março. O pontificado de Bento 16 começou em abril de 2005, após a morte do Papa João Paulo 2º.

Leia abaixo a íntegra do comunicado do Papa Bento 16:
"Queridísimos irmãos,
Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja.

Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando.

No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado.

Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Queridísimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos.
Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração.
Vaticano, 10 de fevereiro 2013."

(Matéria extraída da Folha de São Paulo)

Comentário: E eu estava gostando desse Papa. Após aquele início de desconfiança (Tem gente que olha com um pé atrás os religiosos de carteirinha), o mundo, mesmo aqauela maior parte não cristã, passou a confiar em Bento XVI. Agora ele renuncia e surpreende a todos. Não quer morrer como Papa. 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Livros dos militares omitem ditadura

Omissões marcam livros usados em escolas militares

Livros didáticos usados para ensinar a história do Brasil nas escolas militares do país omitem informações essenciais para a compreensão de alguns episódios da ditadura militar (1964-1984).

Ao narrar a "revolução de 1964", um dos volumes da coleção Marechal Trompowsky afirma que o golpe foi promovido por "grupos moderados e respeitadores da lei". O livro diz que o Congresso declarou a Presidência da República vaga antes de eleger o general Castello Branco presidente, logo após o golpe, mas omite o fato de que o presidente deposto João Goulart ainda estava no país.

Outro livro, "500 anos de História do Brasil", diz que a Guerrilha do Araguaia (1972-1975) terminou após "a fuga dos líderes", sem fazer referência às mortes e ao desaparecimento dos guerrilheiros encontrados pelo Exército. Existem 12 escolas militares no país. Elas oferecem vagas do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio e têm hoje 14 mil alunos matriculados, muitos deles filhos de militares.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Fonteles, afirmou que os livros poderão ser alvo de recomendações da comissão, criada para investigar violações contra direitos humanos ocorridas especialmente durante a ditadura.

"Esse é um tema propício a ser tratado nas recomendações", disse. "É preciso respeitar a autonomia [das escolas militares], mas não se pode fugir completamente ao programa adotado nas outras escolas públicas e privadas."

Para o professor de história da UFRJ Carlos Fico, o governo deveria promover uma reforma geral nos currículos militares. "Não sabemos como funcionam as escolas para oficiais", diz. "Não é uma questão militar. Diz respeito à segurança da sociedade."

A Associação Nacional de História pretende pedir ao Ministério da Educação e ao Ministério da Defesa que avaliem os livros adotados nas escolas militares.

OUTRO LADO
Em nota, o Ministério da Educação afirmou que não pode interferir no currículo das escolas militares. O Ministério da Defesa informou, por sua vez, que só acompanha o conteúdo pedagógico das instituições destinadas à formação de oficiais e praças das Forças Armadas.
Responsável pelas publicações da coleção Marechal Trompowsky, o general José Carlos dos Santos, comandante da Diretoria de Ensino Preparatório Assistencial do Exército (DEPA), não quis se manifestar sobre o tema e sugeriu que eventuais questionamentos fossem dirigidos à assessoria do Exército.

Em nota, o Exército informou que foram necessários três anos de pesquisas para produzir a coleção e disse que ela é atualizada anualmente pelos autores, mas evitou discutir questões específicas.
(Matéria da Folha de São Paulo)
Comentário: Alguém esperava que fosse diferente?: 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sucesso a audiência pública sobre segurança nas casas de show











Os vereadores da situação e da oposição atenderam o convite do presidente, Dr. Edson Batista, e compareceram a Audiência Pública realizada na tarde desta quinta-feira, tendo como pauta única a questão de segurança das casas de shows no município. 
Além do Dr. Edson, que abriu e encerrou a sessão, discursaram os vereadores paulo Hirano, líder do Governo, Fábio Ribeiro, presidente da Comissão de Fiscalização da Câmara, o coronel Eduardo Ribeiro, representando o Corpo de Bombeiros, o chefe do setor de Posturas da Prefeitura, José Ribamar, o deputado estadual Geraldo Pudim e o deputado federal Paulo Feijó, além dos representantes da sociedade que se inscreveram para falar. 
O jornal virtual Ururau publicou há pouco matéria sobre a sessão da Câmara, que reproduzo abaixo, com fotos de Carlos Grevi: 
Tendo a tragédia de Santa Maria como pano de fundo, a Câmara de Vereadores de Campos realizou, nesta quinta-feira (07/02), uma “Audiência pública sobre a segurança nos estabelecimentos e casas de shows de Campos dos Goytacazes – evitando tragédias”. Este é o terceiro encontro entre legislativo, autoridades públicas e políticas e a população.
Além dos cinco vereadores que compõem a comissão de trabalho constituída para atuar no caso, Fábio Ribeiro, Alexandre Tadeu, Alonsimar, Gil Viana e Genásio, todos os vereadores foram convocados.
A sessão solene aprofundou a discussão da segurança nas boates e casas de diversão de Campos, e teve como principal objetivo garantir a integridade do cidadão, a criação de mecanismos de segurança e o aprimoramento dos órgãos de fiscalização. O presidente Edson Batista abriu a audiência em que o primeiro a falar foi o vereador Paulo Hirano (PR), comentando erros como os que acometeram dezenas de vítimas no Sul, acontecem repetidamente, sendo em sua maioria, provocados por uso de fogos de artifício em ambientes fechados, inapropriados.
O vereador ainda disse que, revestimentos de espuma (polimetano); falta de equipamentos de segurança, como extintores; sensores de fumaça; falta de saída de emergência; superlotação, entre outros fatores, precisam ser vistoriados veemente. “Zelar pela vida é um dever de todos. Nós vereadores estamos cumprindo com nosso dever de fiscalizar para assegurar que as leis sejam cumpridas. Contudo, colaborar é responsabilidade de todos nós. Toda sociedade deve estar envolvida e mobilizada para não ser a própria vítima do processo de conformismo, comodidade e descumprimento das normas e leis”, ressaltou Paulo Hirano.









Representando o Corpo de Bombeiros Militar, o tenente coronel Eduardo Ribeiro relembrou as medidas que foram tomadas, a fim de garantir que a tragédia de Santa Maria não aconteça no município.“Foi montada uma força tarefa onde vistoriamos 12 estabelecimentos, entre os dias 30 e 31. Na cidade, foram encontradas três casas noturnas regulares e nove funcionando irregularmente. A situação de Campos é grave, porém são questões que rapidamente podem ser resolvidas. Esses estabelecimentos já procuraram o Corpo de Bombeiros, e já estão se mobilizando para se regularizar. O empresariado está bem consciente e quer que sua casa seja um ambiente seguro para a população”, afirmou o oficial.









O deputado estadual, Geraldo Pudim (PR), comentou que é preciso que se produza, na Casa de Leis, um documento claro e sucinto, onde todos possam estar evolvidos com essas questões de calamidade pública. 
“Estou assumindo um compromisso com a Câmara de Vereadores da minha cidade. Foi preciso acontecer uma tragédia como esta, cujo número de vítimas foi a terceiro maior em todo o mundo, para que pudéssemos estar todos reunidos aqui para esta questão. Vou levar este, que é um tema sério, à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), porque nós não podemos de forma alguma permitir que isso aconteça em nenhum lugar do Brasil”, lamentou o deputado.
Além do tenente coronel do Corpo de Bombeiros, Eduardo Ribeiro e do deputado Geraldo Pudim, a audiência contou com as presenças do diretor de Fiscalização e Posturas Municipal, José Ribamar; o deputado federal Paulo Feijó (PR); o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Campos, João Paulo da Costa Cunha; o diretor de Educação do Procon/Campos, Paulo José Rangel Martins; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos, Carlos Fernando Monteiro, o Guru; o secretário de Defesa Civil Municipal, Henrique Oliveira; o presidente da JCI (antiga Câmara Júnior de Campos), Adriano Rangel Parreira, entre outras autoridades.
(Foto: Oguianne Sardinha)
A platéia ouviu atentamente os oradores



Câmara debate situação das casas de show em Campos


Dr. Edson Batista presidirá Audiência Pública
Matéria do Campos 24 horas
A Câmara Municipal de Campos realiza nesta quinta-feira(07/02), às 16 horas,  uma audiência publica que irá aprofundar a discussão da segurança nas boates e casas de diversão de Campos. Além dos vereadores, a audiência contará com a presença de deputados, representantes do Ministério Público Estadual, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Departamento de Fiscalização e Postura, proprietários das boates e frequentadores desses estabelecimentos.
A comissão de trabalho é presidida pelo vereador Fábio Ribeiro (PR) e conta ainda com Alexandre Tadeu, Gil Vianna (PR), Thiago Virgilio (PTC), Genásio (PSC) e Alonsimar Pessanha (PTC), além do líder do governo, Paulo Hirano.
Levantamento do Corpo de Bombeiros constatou a existência de 13 dessas casas que funcionam irregularmente no município, e que tem sido alvo de fiscalização da corporação desde a última quarta-feira. Por não possuírem documentação exigida e apresentar irregularidades, vários estabelecimentos já foram fechados e outros autuados e, caso não cumpram as exigências, serão igualmente interditados.  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tiririca vai desistir da política; quer ser só palhaço

Alan Marques - 28.jun.11/Folhapress
Francisco Everaldo Oliveira Silva, 45, o palhaço Tiririca, 
disse que deixará a política após o fim do seu mandato


Deputado mais votado no país em 2010, Tiririca (PR-SP) quer voltar a ser só palhaço. Desiludido com a política, ele disse à Folha que não disputará mais eleições e, findo seu mandato, em fevereiro de 2015, irá se desfiliar do PR.

Na metade da legislatura, Tiririca, que se elegeu com a promessa de descobrir o que faz um deputado, disse que já entendeu que "não dá para fazer muita coisa". O desalento, no entanto, não é a razão para deixar o salário de R$ 26,7 mil, verba de gabinete de R$ 97.200 e direito a apresentar R$ 15 milhões em emendas.

A justificativa é a falta de tempo para se dedicar ao que mais gosta: fazer shows (que lhe rendem mais dinheiro do que a Câmara). "Eu sou artista popular. Aqui me prende muito. A procura pelos shows é enorme e não dá para fazer", afirma ele.

Acompanhar o crescimento de sua filha de três anos é outra razão. "Esses dias ela saiu nadando, é muito massa." Pai de seis filhos, Tiririca diz que não pôde estar perto dos demais e não quer repetir o erro com a pequena.

Quando voltar aos palcos, ele promete não fazer piada sobre político. "Quando a gente está fora acha que deputado não faz nada, mas eles trabalham para caramba."

Nestes dois anos na Câmara, diz ter aprendido muito: "Aqui é uma escola. Se aprende tanto ir para o caminho legal quanto ir para o 'outro caminho" [diz não ter sido convidado a entrar]. Descobriu, porém, que política não faz parte de seu projeto pessoal.

E já deixou de lado os ternos importados (Armani e Hugo Boss) que usava para imitar boa parte dos líderes do Congresso. Adotou um visual mais moderno, que inclui paletó de veludo colorido, calça jeans e gravatas inusitadas. Agora, mandou fazer camisas personalizadas. Pediu um tecido que se adapte ao clima seco da capital.

Os novos trajes já renderam brincadeiras entre os deputados mas também ajudam Tiririca a se entrosar. No tempo em que está na Câmara, fez pelo menos oito amigos, entre eles seu candidato à presidência da Câmara, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que perdeu a disputa ontem: "É um cara bacana".

Sobre o fato de ainda não ter discursado na tribuna da Câmara, desconversa: "Para falar o quê? Nenhum projeto foi aprovado. No dia que for, eu subo para agradecer".
(Da Folha de São Paulo)

Câmara promove audiência pública sobre casas de show

(Fotos: Oguianne Sardinha)
Dr. Edson Batista na reunião

de vereadores e membros do governo

para a Audiência Pública desta quinta

A Câmara Municipal promove Audiência Pública nesta quinta-feira, às 16 horas, para ouvir as autoridades municipais e estaduais sobre as medidas que estão sendo tomadas para evitar tragédias em casas de shows, como a que vitimou centenas de pessoas (com 237 mortes) em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Hoje, a Comissão de Fiscalização, presidida pelo vereador Fábio Ribeiro, reuniu-se com representantes do governo para discutir o assunto e encontrar a melhor maneira de aplicação da legislação em vigor e, ainda, a possibilidade de criação de leis que sejam mais rígidas na concessão de alvarás e licenciamento das casas de shows.

O presidente da Câmara, Edson Batista, quer ouvir a sociedade civil organizada e abriu prazo para inscrições de entidades interessadas em debater o assunto. O prazo expirou ontem, e algumas entidades estão inscritas, entre as quais, o Procon. 

Segundo Edson, o deputado federal Garotinho confirmou presença e ele espera o comparecimento de todos os deputados estaduais e o deputado federal Paulo Feijó, além da prefeita Rosinha, do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros, do Ministério Público e da Coordenadoria de Segurança Pública do Município. Acredita Edson que todos os vereadores estarão presentes, pois este "é um assunto que interessa a todos e nos preocupa sobremaneira, principalmente após a tragédia de Santa Maria". 

Herói olímpico Aurélio Miguel acusado de receber propina


Aurélio Miguel: De herói olímpico à vilão 
no caso de propina  (como vereador paulista)

O Ministério Público pediu o afastamento do cargo, bloqueio de bens e quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador Aurélio Miguel (PR) por suspeita de receber propina para viabilizar as obras de expansão do shopping Pátio Paulista, na Bela Vista, região central de São Paulo.

Também é réu na ação Hussain Aref Saab, ex-diretor do Aprov, setor da prefeitura que aprova plantas de prédio de médio e grande portes, que adquiriu 106 imóveis nos pouco mais de sete anos em que esteve no cargo, conforme a Folha revelou em maio do ano passado.

Miguel e Aref são acusados pelo promotor Marcelo Milani de improbidade administrativa e corrupção. Eles teriam recebido R$ 640 mil de propina da BGE, empresa do grupo Brookfield que administra shoppings, para não impedir a emissão do alvará de aprovação da obra, em 2009.

O pagamento teria sido feito em dinheiro vivo, transportado em carro-forte, segundo depoimento de uma ex-executiva da BGE obtido pela Folha. Ela repetiu todas as informações aos promotores que investigam o caso.

(Da Folha de São Paulo)

O Ministério Público Estadual (MPE) investiga um esquema de achaques supostamente praticado pelo vereador de São Paulo Aurélio Miguel (PR), campeão olímpico de judô, durante a CPI do IPTU. Duas testemunhas acusam o político, que presidiu a comissão, de ter tomado R$ 200 mil de shoppings paulistanos para omitir seus nomes do relatório final da CPI, que apurava "irregularidades, inconsistências ou ausências no lançamento" do imposto.
(Matéria da revista Época Negócios de outubro de 2010)