Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







quarta-feira, 30 de abril de 2014

TSE anula decisão do TRE contra Garotinho e Rosinha

TSE anula condenação que durante seis anos 'sangrou' o casal Garotinho

Ministro Dias Toffoli entendeu que entrevistas não influenciaram resultado de 2008
Arquivo Ururau

Ministro Dias Toffoli entendeu que entrevistas não influenciaram resultado de 2008

 
Seis anos. Esse foi o tempo em que o casal de ex-governadores do Rio de Janeiro Garotinho e Rosinha esperaram para se virem livres de uma condenação que durante este tempo causou entre outros danos políticos, o afastamento da prefeita de Campos por sete meses, no curso do primeiro mandato.  







Na noite desta terça-feira (29/04) em decisão monocrática o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou a condenação que tinha como origem uma entrevista de rádio promovida por Garotinho, como apresentador na Diário FM de Campos, antes do início oficial do período eleitoral em 2008, à então pré-candidata Rosinha Garotinho. A entrevista foi concedida no dia 14 de junho daquele ano.
O Ministro entendeu ainda e destacou em sua decisão que o jornal "não teria o condão, como dito, de influenciar no resultado do pleito em um Município da dimensão de Campos dos Goytacazes/RJ".
Depois da condenação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) houve o recurso em Brasília que derrubou a decisão que deixou o casal inelegível por três anos, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A Procuradoria Regional Eleitoral entedia ainda que a pena imposta ao casal deveria ser de oito anos, o que também foi desconsiderado.
“Diante de tais fundamentos, dou provimento, com base no art. 36, § 7º, do RITSE, aos recursos especiais de Rosângela Rosinha Garotinho Barros Assed Matheus de Oliveira e de Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira, para afastar as condenações impostas aos recorrentes. Por consequência, julgo prejudicados os recursos especiais do Ministério Público e de Arnaldo França Vianna e outra, que pretendiam a reforma parcial do acórdão recorrido, para a aplicação da sanção de inelegibilidade pelo prazo de oito anos”.
Além de se livrarem dessa ‘navalha’ que causava uma instabilidade política, agora o pré-candidato ao governo do Estado, o deputado federal Anthony Garotinho poderá seguir o processo eleitoral sem ter que pensar numa disputa com nova liminar.
Além de Rosinha e Garotinho, foram condenados neste mesmo processo com inelegibilidade o vice-prefeito, Francisco Oliveira, doutor Chicão; os radialistas Fábio Paes, Linda Mara Silva, hoje vereadora em Campos e Patrícia Cordeiro, presidente da Fundação Municipal Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
Em seu blog, Garotinho publicou uma nota afirmando que a decisão local era covarde. “Sempre afirmei que era uma covardia a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) de condenar a mim e a Rosinha por uma simples entrevista de rádio feita em 2008. Tudo sempre foi uma perseguição. Inúmeras vezes afirmei que a condenação imposta pelo TRE-RJ, comandado à época por Luiz Sveiter, era um absurdo, pois proibia um radialista de exercer sua atividade profissional. O TSE reparou essa injustiça . Fomos condenados em um julgamento covarde, que, inclusive, chegou a afastar Rosinha da prefeitura de Campos por duas vezes. Foi uma vitória da lei contra a injustiça; uma vitória que certamente mostrará a muitas pessoas que outras injustiças ainda precisam ser corrigidas e serão”.
AFASTAMENTOS E POLÊMICASSete meses após ter sido afastada da prefeitura Rosinha Garotinho, naquela ocasião ainda filiada ao PMDB, foi reconduzida ao cargo no dia 16 de dezembro de 2010, por decisão do ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que Rosinha e o vice-prefeito Doutor Chicão reassumissem as funções imediatamente.
O ministro também determinou a suspensão da nova eleição, que estava marcada para 6 de fevereiro de 2011. No recurso encaminhado ao TSE, a defesa da prefeita alegou que o TSE havia anulado dias antes a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que tornou Anthony Garotinho inelegível na mesma ação que afastou Rosinha, ou seja, que o benefício deveria ser estendido também à prefeita e seu vice.
O ministro Marcelo Ribeiro declarou nula a decisão regional e determinou que o processo voltasse à primeira instância.
Durante esses sete meses o presidente da Câmara Municipal, Nelson Nahim (PR), que naquele momento ainda era aliado do grupo liderado por seu irmão Garotinho, esteve à frente da Prefeitura de Campos.
NOVA DECISÃO - Em nova decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em 29 de outubro de 2011, determinou a saída da prefeita do cargo. Houve então o acampamento na sede da Prefeitura, onde a prefeita permaneceu com seu staff e correlegionários que durante duas noites não deixaram a sede do prédio, além de manifestações que foram promovidas na BR-101.
No dia 01 de outubro o relator do processo, desembargador Sérgio Schwaitzer concedeu liminar para que Rosinha permanecesse no cargo até o julgamento do plenário na decisão proferida pela juíza Gracia Cristina Moreira do Rosário, da 100ª Zona Eleitoral.

(Matéria extraída do site Ururau)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Com homenagem a Roberto Ribeiro, Madureira é campeã do Campos Folia 2014

Madureira do Turfe é a escola campeã do Campos Folia 2014, o carnaval fora de época da cidade, com 188 pontos. A apuração se deu no Cepop e teve início por volta das 11h30 desta terça-feira(29), terminando perto das 13h30. A escola fez uma  homenagem ao campista Roberto Ribeiro, cantor e compositor de sucesso em todo o país e emocionou a todos e arrancou aplausos do público.  O “De um sonho à realidade, Roberto Ribeiro, um legado de saudade”, mexeu com todos.

Abre alas da Madureira, a campeã

Alex Ribeiro compôs a música que homenageia

seu pai, Roberto Ribeiro, de quem

(As fotos abaixo são de Thiago Freitas)
eu era e sou fã

assim como minha esposa Viviane Terra

e o irmão de Roberto, também cantor, Flávio Miranda

A história do ilustre campista mostrou a infância vivida em Campos, sua passagem pelo futebol, onde atuou no Goytacaz e no Botafogo, até a sua consagração no mundo artístico. A família de Roberto Ribeiro teve participação destacada no desfile. O samba do próprio filho de Roberto Ribeiro, Alex Ribeiro, foi interpretado por Alfeu, Igor Viana e Rogerinho.

A escola Ururau da Lapa ficou em segundo lugar, com 181.5. Já a escola de samba Às de Ouro foi rebaixada para o grupo de acesso com 135 pontos.

Os psicodélicos
Os Psicodélicos (Foto: Ururau)

Os Psicodélicos – pentacampeão

Os Psicodélicos foi o bloco campeão com 166 pontos. O segundo lugar ficou com o bloco Caprichosos de Guarus, com 152 pontos. O bloco desfilou na passarela do Cepop defendendo o samba “Mulheres: mães, rainhas, pérola negra do meu carnaval”, e se tornou tricampeão entre os blocos do Grupo Especial no Campos Folia 2014.Com muita cor, brilho e samba no pé, o bloco do Morrinho apresentou a África como uma mulher guerreira e majestosa.

(sobre matéria do site Ururau)

Ataque a Rosinha tem um alvo: Garotinho

Atacar o governo Rosinha generalizadamente como fazem algumas pessoas, ligadas, parte ponderável delas, as péssimas administrações de Arnaldo e Mocaiber, é atacar Campos, é criar factóides que criem dificuldades políticas que estanquem o desenvolvimento com responsabilidade. Tudo para que? Para atingir quem eles não conseguem derrotar no debate político: Garotinho.

Acusam tão atabalhoadamente que, em verdade, não se sabe o que, realmente, eles atacam. Não se pode analisar uma administração sem comparar com outras, sem estatística, sem dados que possam permear um debate sério. Sabemos, claro, que se a oposição à Rosinha comparar o governo dela com os governos anteriores, terá que se calar para não passar vexame.

A oposição aproveita-se da liberdade proporcionada pelas redes sociais para escrever qualquer coisa. Em geral, irresponsavelmente. Aproveita-se de parte da mídia que, com a maior desfaçatez, faz insinuações, fabrica "verdades" ou exacerba algo pontual, abrindo manchetes como se toda a administração estivesse amalgamada a um tópico.

Sugiro que mostrem os dados, comparando com as administrações anteriores que defendem. Não há debate sério na base do achômetro, de insinuações. Sei, obviamente, que o despeitado não tem pudores. Acusam levianamente, usam o anonimato, fogem do debate aberto. Fico triste com tudo isso, mas sei que convivemos com a água limpa ao lado do esgoto... 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Nota sobre trabalho escravo em fazendas da região

A primeira denúncia de trabalho escravo na região e que teve repercussão nacional foi feita por um grupo de combate aos escravocratas e que tinha na linha de frente os advogados Yvan Senra Pessanha, Jorge Freitas e Rosemary Lopes de Carvalho, o deputado federal José Maurício Linhares, o funcionário da CEF Avelino Leôncio Pereira Gomes (que foi perseguido, preso e torturado pela ditadura) e o jornalista Avelino Ferreira.

A denúncia foi publicada por mim no Monitor Campista no dia 2 de maio de 1981 e foi reproduzida, em parte, por vários órgãos da mídia nacional. Tratava-se da escravidão na Fazenda ou Destilaria São Pedro, em Italva, então distrito de Campos. Era uma propriedade de Evaldo Inojosa, senhor de cana e gente. Trouxe 367 trabalhadores, com parte de suas famílias, de Alagoas, colocou-as em dois enormes barracões e homens armados vigiavam para evitar que eles fugissem.

Nos barracões (ou galpões) os escravos juntavam pedras, fazendo-as de fogões. Cozinhavam com panelas de ferro sobre as pedras e, por dentro delas, a lenha queimava, fazendo fogo e fumaça            que acinzentava o ambiente, provocando intoxicação. O "armazém" da fazenda fornecia o que comer e a carne era o que conseguiam pescar no rio Muriaé, que passava ao lado. Para fazer suas necessidades e até dormir com esposa e filhos, os escravos esticavam cordas e, nelas, lençóis, separando uns dos outros. 

O quadro é muito pior do que este que estou narrando. No dia 1º de maio de 1981, dois caboclos alagoanos, coincidentemente chamados Manoel, fugiram pelo Muriaé, seguindo para leste. Como de maio a setembro o rio fica quase seco, puderam os dois caminhar por seu leito, cheio de pedras, chegando a Campos à noite. Sem nada conhecer, informaram-se da existência de um abrigo (São Francisco de Assis) na 28 de Março. Chegaram lá com os pés sangrando, as roupas em frangalho, cansados e assustados. Foram bem tratados, tomaram banho e se alimentaram.

Dia seguinte, informaram-lhes que receberiam ajuda no escritório de Yvan Senra, na XV de Novembro. Lá se reuniam os brizolistas que lhes dariam auxílio. Assim fizeram e nos encontraram. Imediatamente fomos à Subdelegacia Regional do Trabalho e, junto com o subdelegado, jornalistas da Folha da Manhã, A Notícia e eu, pelo Monitor Campista, tomamos o rumo da Fazenda São Pedro. Registro que pela Folha, foi Orávio de Campos e, pela Notícia, Maurício Guilherme, os dois também brizolistas.

Jorge Freitas chamou a TV Globo, que enviou a repórter Regina Martinez, com cinegrafistas. Na fazenda, todos constataram a escravização dos alagoanos. As carteiras de trabalho ficavam com o capataz. Homens armados juntaram-se aos dirigentes da fazenda, porque o dono nunca estava lá. Inojosa estava em Brasília nesse dia. Num repente, estávamos nós, de um lado, e os dirigentes da fazenda, seus capatazes e o subdelegado do trabalho, do outro lado. Sentindo o clima pesado, Regina Martinez afastou-se, junto com os cinegrafistas da Globo que foram impedidos de continuar filmando. Ela pediu ao motorista da Veraneio: "ligue as turbinas". Entraram no carro e saíram. 

Nós estávamos tensos. Sentindo que o pior poderia acontecer, pois os caras armados, alagoanos, eram pistoleiros, fomos saindo devagar. Pegamos os carros e fomos embora. O carro em que eu estava (sempre eu) foi perseguido até Italva. Atravessamos a ponte e paramos numa ruazinha. O pessoal da fazenda, armado, passou direto. À noite, satisfeitos por termos cumprido o nosso papel como jornalistas, eu, Orávio e Maurício Guilherme nos encontramos no Largo da Imprensa (Calçadão) para falarmos sobre  nossas matérias de página inteira. 

No dia seguinte, só o Monitor publicou. Inojosa, eu soube, ligou tarde da noite e os outros jornais nada publicaram. Como "castigo", o Monitor, dirigido por Everaldo Lima, ficou sem propaganda das usinas e agregados por meses. Até que Inojosa promoveu o sétimo encontro internacional de produtores de açúcar e álcool, no Palácio da Cultura, e queria um caderno especial. Só quem tinha todo o material era o Monitor (a Folha havia nascido em 1978/1979). Aloysio Balbi foi chamado para fazer o caderno e os usineiros e o jornal voltaram as boas.

Os dois escravos fugidos foram levados para o Rio de Janeiro por Yvan Senra, que temia que eles fossem assassinados. Conseguiram emprego na construção civil. Não soube mais deles. Eu tive que ficar um tempo fora do jornal, porque havia aqueles que temiam que eu fosse assassinado. Inojosa amargou um revés nunca antes sofrido, porque os jornais do Rio publicaram uma série de matérias sobre ele, inclusive descobrimos que ele era o maior devedor de INSS do Estado. Com a democracia, a liberdade de falar e escrever e o fim do dinheiro do governo para os usineiros, estes começaram a falir. Inojosa, que era dono de Outeiro, foi um deles.

Fui estigmatizado. Como usava barba longa, às vezes chapéu de aba larga, ligado ao Brizola, fundador do PDT e com um estilo de escrita não aceitável pelo statu quo, sofri muito. Agora, quando tanto se fala em escravidão no campo, este fato vem sempre à mente. Constato que as leis coibindo o trabalho escravo surtem efeito, mas o "atual" trabalho "escravo" não é como aquele. Assim como aquele não se comparava à escravidão do século XIX. De qualquer maneira, não se pode aceitar as condições sub-humanas. Infelizmente, esse tipo de escravidão ainda ocorre no nosso país e num estado costeiro, importante e rico, como é o nosso Estado do Rio.

Bem, escrevi muito, mas é um registro que há muito desejava fazer. E aqui as minhas homenagens póstumas a Yvan Senra, Avelino Leôncio, Jorge Francisco Freitas, Irineu Marins, João de Souza (João Duro) e Olavo Marins que, juntamente com os ainda vivos que àquela época estavam juntos, continuam combatendo o bom combate.

Greve ou boicote? Rabo preso ou leviandade?

É impressionante como os oposicionistas à Rosinha e seu grupo político buscam atingi-la no "vale tudo"! Quanta bobagem falam, escrevem... e nem se preocupam com coerência, nexo, congruência, razoabilidade. Como não têm o que falar com base em argumentos sólidos, substanciais, acusam o governo por qualquer coisa.

No caso da greve dos motoristas de ônibus e, mesmo, do transporte sem qualidade, culpam a prefeita. Em nenhum momento culpam os empresários ou o Judiciário, verdadeiros culpados pela não licitação das linhas de ônibus no município. 

Toda a população sabe dos esforços da prefeita para que Campos tenha um transporte de qualidade. Desde 2009 vem exigindo das empresas ônibus novos e em número suficiente para atender a demanda. Depois, vendo que os empresários não têm condições de atender às exigências, anunciou a licitação. 

Os empresários recorreram e o problema foi criado. Só na semana passada a Prefeitura recebeu carta branca para continuar o processo licitatório. Agora, os motoristas deflagram greve e culpam, eles também, a prefeita pelos seus propalados baixos salários.  

Duvido que os empresários não estejam por detrás da greve. Muitas greves de motoristas foram, sabemos disso, insufladas pelos empresários que desejam aumento e não têm coragem de parar. Usam os motoristas...  E por que? Porque desejam reajuste nas passagens. Creio até que há defasagem, mas eles não cumpriram o acordo de melhorarem o transporte.  

De qualquer maneira, o que tem a prefeita a ver com a greve de motorista? Não seria um embate entre patrões e empregados? Se for por reajuste de passagem, não seria um boicote por parte dos empresários? Não uma "greve". E a oposição à Rosinha cobra dela uma solução, sabendo que a decisão sobre o assunto é do Judiciário. Mas, claro, do Judiciário esse pessoal tem medo. Rabo preso? Leviandade...

Parlamento Regional se reúne em São Francisco

Dr. Edson Batista, presidente do Parlamento, fala aos presentes

O Parlamento Regional, que congrega as Câmaras Legislativas da região Norte e tem na presidência o vereador Edson Batista, reuniu-se hoje pela manhã no plenário do Legislativo de São Francisco do Itabapoana para discutir questões relacionadas a agricultura, com a participação de instituições, entidades de produtores rurais e técnicos na esfera agrícola. Entre os debatedores estava o deputado federal Paulo Feijó.

(Fotos: Check)

sábado, 26 de abril de 2014

É hoje: Madureira com "Roberto Ribeiro" na Avenida

Roberto Ribeiro, enredo da Madureira do Turf
 
              Alex Ribeiro, Garotinho e Avelino no CEPOP em 2011
 
É hoje! A Madureira do Turf desfila na Passarela do Samba de Campos, no CEPOP - Centro de Eventos Populares Osório Peixoto, homenageando um dos maiores intérpretes do samba e o talento musical campista de maior sucesso, Roberto Ribeiro.
 
O filho de Roberto, o também cantor, compositor e sambista  Alex Ribeiro virá do Rio de Janeiro com a família para desfilar à frente da Ala dos "Amigos de Roberto". Alex também compôs  o samba que deve ser considerado o melhor samba-enredo do Carnaval de Campos. 

Liette de Souza, compositora e viúva de Roberto já está em Campos e vai desfilar na mesma ala. Ela, que acompanhou as montagens das alas, disse que a escola está linda e ficou muito emocionada ontem durante o ensaio geral, no qual a bateria deu um show, com "paradinha e tudo que tem direito". 

Abaixo, o samba composto por Alex Ribeiro:
 
A bateria Show - incendeia
O Sangue azul e rosa - que corre em minha veia
Canta meu povo o samba verdadeiro
Eterno na voz de "Roberto Ribeiro"
 
Um menino...
 
Um menino sonhador
Viu no seu sonho ser jogador
Uma história de amor e paz
Salve o Botafogo e o Goytacaz
 
E com amor...
Descobriu o seu divino dom
Ao som do surdo, cavaquinho e violão
 
"Pneu" Cantou...
E quem ouviu jamais esquecerá
Do campista que, em busca de um sonho,
Conquistou o seu lugar
 
Hoje o menino é um rei
Não é brincadeira
A estrela ainda brilha em Madureira
 
Alô Carmem Miranda
Tem malandro maneiro no Olimpiá
A lenda da sereia me fascina
No berço dos imigrantes, aquarela se ilumina
 
Porque em vida ouvi - "Chorei"
Sou Madureira do Turf - "Cheguei"
A lágrima Morena não secou
E digo assim:
Está faltando uma coisa em mim

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Prodígio da literatura portuguesa em palestra na Estação

Na véspera dos 40 anos da Revolução dos Cravos, que libertou Portugal da ditadura salazarista (25 de abril de 1974), o escritor português Gonçalo Tavares proferiu palestra para um grupo seleto de escritores e alunos dos cursos de literatura da Estação das Letras (que comemorava 18 anos de existência). 

Eu e Nana Rangel estávamos lá, convidados que fomos para o evento pela proprietária da Estação, a reconhecida poeta e escritora Suzana Vargas. Gonçalo Tavares não falou sobre a Revolução dos Cravos, mas sim sobre a Europa hoje que tem como palavra de ordem a "eficácia", o que leva os donos do poder a considerar o outro não como um ser humano, mas sim um meio para faturamento.

Nesse sentido, a arte valorizada é a utilitária,  causando prejuízo à criação e aos criadores. Gonçalo Tavares é um romancista com mais de 30 livros, traduzido em 46 países e, no Brasil, boa parte de sua obra foi publicada pela Cia. das Letras. Angolano de Luanda, nascido em 1970, Gonçalo Tavares mudou-se ainda criança para Portugal. Ganhador de vários prêmios, destacando-se o José Saramago, em 2005, Gonçalo também venceu diversos concursos literários de nível internacional.

Sobre ele, José Saramago escreveu: "já previ que em 30 anos, se não antes, ele vai ganhar o Prêmio Nobel e tenho certeza de que minha previsão vai se tornar realidade. Só lamento que não estarei aqui para lhe dar um abraço de congratulação".  O Le Monde refere-se a ele como "prodígio da literatura portuguesa". 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Madureira do Turfe homenageia Roberto Ribeiro

O imortal Roberto Ribeiro, campista que mais se projetou na MPB depois de Wilson Batista, interpretando samba de qualidade, com quase todas as músicas de seu repertório tendo feito sucesso (Todo menino é um rei - Está faltando uma cosa em mim - Estrela de Madureira), será homenageado pela escola de samba Madureira do Turfe, que desfila sábado, no CEPOP. 

Liette, viúva de Roberto, tem vindo a Campos com frequência para acompanhar os trabalhos na escola de samba. O samba-enredo foi composto pelo filho de Roberto, Alex, também cantor que está fazendo sucesso, apresentando-se em diversas capitais do país, participará do desfile. Ele virá com a esposa e filhos.

Tive a oportunidade de ouvir o samba e dificilmente será batido como melhor samba enredo de 2014 em Campos. Segundo Liette, a escola está caprichando para fazer um desfile a altura do enredo apresentado por ela aos dirigentes da Madureira. 

Tenho estado afastado do Carnaval, mas sábado estarei na arquibancada. Eu sou fã de Roberto, que conheci em 1974, no Rio de Janeiro e fiquei amigo de sua esposa e o filho Alex. Embora Mocidade Louca, torço para que o enredo da Madureira seja o vencedor. Roberto Ribeiro, que foi homenageado pela Câmara de Vereadores no ano passado, é, ao lado de Delcio Carvalho, Wilson Batista, um nome que deve ser, sempre, lembrado sempre pelos campistas 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Instituto Histórico de Campos tem sua diretoria pa 2014/2015



INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

DIRETORIA 2014/2015

Presidente: Alberto Fioravanti
1º Vice-Presidente: João Pimentel
2º Vice-Presidente: João de Oliveira
1º Secretário: Genilson Paes Soares
2º Secretário: Cláudia Carvalho
1º Tesoureiro: Herbson Freitas
2º Tesoureiro: Fernanda Campos

Orador Oficial: Carlos Freitas

Diretor de Acervo Documental e Biblioteca: Rafaela Machado.

Comissões
a)    de História, Geografia e ciências afins: Carlos Augusto de Alencar, Francisco Manoel Aguiar Ribeiro e Graziela Escocar.
b)      de Estatuto: Cléa Leopoldina Almeida e Mario Filho.
c)       de Publicações e Eventos: Teresa Peixoto, Simonne Teixeira e Avelino Ferreira.
d)      de Admissão de Novos Membros: Larissa Machado, Sylvia Marcia Paes e Wallace Chagas de Souza

Conselho Fiscal: Carmen Eugênia Sampaio Gomes, Wellington Paes e Vilmar Rangel.

domingo, 20 de abril de 2014

Para se entender a disputa pela Crimeia

Para se entender o que ocorre na Ucrânia, no que tange à disputa pelo território da Crimeia, deve-se analisar o processo histórico.  A Crimeia tornou-se parte do Império Russo com Catarina, a Grande, em 1783. Em 1954 Nikita Krushov, líder soviético, transferiu a península para a Ucrânia que, então, fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. 

Recentemente, os trabalhadores da Crimeia visualizaram um meio de melhorar de vida. Bastava fazer parte da Rússia novamente para serem regidos pelas mesmas leis. Com isso, seus salários aumentariam quase 200%, o que refletiria em suas aposentadorias. Iniciaram as manifestações e tiveram apoio da Duma de Estado (Câmara Baixa do Parlamento Russo) que aprovou a anexação da Crimeia ao país.

Registre-se que 58% da população é russa e 77% têm o russo como o idioma primeiro. No referendo da Crimeia, 96,77%dos eleitores  querem o retorno do território à Rússia. Na Crimeia trabalham 200 mil pessoas no setor público e a média salarial é equivalente a R$ 700,00. Na Rússia, a média salarial é de R$ 1.900,00. 

Para a Rússia, se pode haver um ganho político, por outro lado, haverá uma perda econômica considerável, pois, para elevar os salários serão necessários R$ 2,6 bilhões anuais.  Além disso, a Crimeia precisa urgentemente de investimentos em infraestrutura. Redes de transmissão de energia elétrica, estradas, pontes, portos e aeroportos. 

O orçamento da Crimeia não cobre 35% das necessidades. Ou seja, além de sofrer sanções que estão sendo impostas por parte da Europa e Estados Unidos da América por conta da aceitação em anexar o território da Crimeia, a Rússia sofrerá perdas significativas em seu orçamento. Vale a pena, então, anexar a Crimeia? Talvez, porque a questão não é econômica, mas sim, política. 

sábado, 19 de abril de 2014

Italva destaca-se na assistência social

 Cursistas do Pronatec Italva

 Cristina Rios discursa, ao lado de Glycerio Rocha e Bebel Carvalhal

Registro dos cursistas, professores e autoridades

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Italva vem se destacando entre todas da região Noroeste do Estado. Isso graça ao trabalho da secretária Cristina Rios, que não mede esforços para buscar alternativas de emprego e renda para os italvenses que desejam melhorar suas vidas. Suas ações em favor da terceira idade e dos jovens têm sido destaque.
 
Além de vários cursos técnicos já sendo realizados há meses, a Secretaria conseguiu, via IFF, mais quatro cursos, iniciados no último dia 14. São eles: Programador de Sistemas, Cuidador de Idosos, Eletricista Industrial e Recursos Humanos. Os cursos do Pronatec, programa do Governo Federal, são frutos de uma do Instituto Federal Fluminense - IFF,  com a Prefeitura Municipal de Italva-RJ, através da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Os cursos estão sendo ministrados nas dependências da Escola Municipal Glycério Salles sendo os cursos gratuitos com direito a material didático e ajuda de custo para o transporte e alimentação. Na solenidade da aula inaugural, a secretária Cristina Rios, dirigindo-se aos alunos, destacou as vantagens dos cursos e os benefícios para a cidade em absorver mão de obra qualificada0, acrescentando que todos devem ter o direito à oportunidade de crescimento na vida e esses cursos são um dos caminhos para isso.

Frisou que a busca por conhecimento e qualificação profissional deve ser algo continuo, e, se comprometeu em buscar, cada vez mais, meios de profissionalizar os jovens do município em diversas áreas do mercado de trabalho. Destacou, por fim, que o  "PRONATEC foi uma das prioridades da atual gestão e hoje, os cursos  são uma realidade em Italva-RJ".

Estiveram presentes ao Evento a Secretária de Assistência Social de Italva, Cristina Rios, o Vice-Prefeito Glycério Rocha, o Secretário de Controle Interno de Italva Joelson Bertin, o Coordenador do Instituto Federal Fluminense Maycon Rodrigues,  a Diretora da Escola Municipal Glycério Salles Suely Gomes, a Diretora do Centro Educacional Sagrado Coração de Jesus Maria Izabel Carvalhal, o Professor Gil Wagno,  o Presidente do Conselho Municipal do Idoso Gelson Pessanha e  a Coordenadora da Terceira Idade de Italva Sônia Ribeiro.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

América Latina perde um de seus maiores escritores

Os imortais também morrem, é claro. E Garcia Marquez deu adeus a todos nós, aos 87 anos. É colombiano, mas estava no México, onde pediu asilo político na década de 1980. Prêmio Nobel em 1982, suas obras fizeram e fazem sucesso em boa parte do mundo, desde o fim dos anos 1960. Só no início da década de 1970 é que tive acesso a elas e li e reli "Ninguém escreve ao coronel". 

Quis produzir um texto teatral do romance, mas não tive competência. Aliás, nem tentei.Só pensei. Como ele dizia, também não sei inventar. Sua obra, tida e havida como "realismo fantástico", na verdade, era só "realismo",  sua concepção, porque, "confessava", não era competente para criar. Pode?

Mas o fato é que o autor de Cem Anos de Solidão morreu e nós, latinos, sentimos muito. Mas assim é a vida: finita. Fica sua obra, que é maior que o autor.  Jornalista, Garcia Marquez confessou que era um bom escritor por ser jornalista. Homem de esquerda, foi premiado pela Academia Sueca por sua obra e destaque na luta em favor dos pobres e humilhados e ofendidos. 

Aliás, ele e Mário Vargas Llosa brigaram e pararam de se falar, creio eu, justamente por isso, tendo Vargas Llosa dito que ele era escudeiro de Fidel. Águas passadas, mas Garcia Marquez é maior que Vargas Llosa. Enfim, uma grande perda. Mesmo sabendo que ele já estava senil e não conseguiu terminar suas memórias.  

Planeta similar à terra é descoberto e entusiasma os ricos

Os ricos começam, a partir de agora, a ficar menos preocupados com a destruição da terra. Isso porque, embora ainda sem comprovação, foi descoberto um planeta que pode abrigar humanos. Como os pobres não podem viajar nem mesmo para conhecer os próprios países em que vivem, quanto mais para um passeio interestelar, não há a mínima chance de escaparem de uma provável destruição do nosso planeta. Daí que os ricos poderão sonhar com um futuro  em outro planeta, onde, inicialmente, não haverá pobres. Claro que terão que fazer o trabalho árduo. Ou então, levar trabalhadores (só assim os pobres poderão ir ao espaço) como escravos do futuro... mas vamos a reportagem que interessa. A eles, os ricos:

Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água

Momento histórico: 

encontramos outra Terra no Universo

Por Salvador Nogueira
 
Desde a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela similar ao Sol, em 1995, a humanidade estava à espera deste anúncio. Finalmente ele chegou, com toda pompa e circunstância, num artigo publicado no periódico científico “Science”: encontramos um planeta praticamente idêntico à Terra orbitando outra estrela numa região que o torna capaz de abrigar água líquida — e vida — em sua superfície.

O anúncio foi feito na tarde de hoje numa entrevista coletiva conduzida pela Nasa (uma reportagem mais completa sobre o achado, produzida por este escriba, estará amanhã nas páginas da Folha). O planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.

A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. 

Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.

Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta. Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!
Trata-se de um momento histórico. 

A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.
Nosso planeta está prestes a ganhar muitas companhias.
(Artigo extraído da Folha de São Paulo)