Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







sábado, 17 de julho de 2010

O movimento de teatro em Campos recomeça com o Curso Livre da Fundação Oswaldo Lima

Nas décadas de 1960, 70 e 80, o teatro em Campos apresentava uma efervescência salutar, digna das tradições da planície. O livro do professor João Vicente Alvarenga sobre essas três décadas do teatro em Campos mostra, com propriedade, a força dessa arte, a intensidade do movimento via Associação Regional de Teatro Amador - ARTA, com duas dezenas de grupos, a participação em festivais, a eleição de artistas nossos para a direção da Federação de Teatro do Estado, quatro e´às vezes,. cinco espetáculos ao mesmo tempo sendo anunciados...

A década de 1990, mesmo com alguma queda na produção, queda provocada pela falta de interesse das faculdades em manter um grupo de teatro em atividade e pela falta de renovação de atores, diretores e técnicos, manteve um bom ritmo, com os grupos, embora em menor quantidade, apresentando bons espetáculos.

Em 1997, atendendo uma sugestão nossa, Garotinho, que havia  ganho a eleição em 1996, contrata animadores culturais. Os artistas elegeram a chapa liderada por Ricardo Siqueira para a ARTA. Em 1998, Garotinho deixa o governo para concorrer a eleição de governador. Arnaldo assume a chefia do executivo e sua mulher, Ilsan Viana, resolve responsabilizar-se pela cultura do município. O Teatro de Bolso passa a ser apêndice do Trianon. Eu dirigia o Teatro de Bolso, eleito que fui pelos artistas, em meados de 1996. No fim daquele ano, começamos a ter problemas com o governo, que faz uma intervenção no TB, nomeando uma comissão para tomar conta do teatro. Os artistas, em grande parte, são cooptados com empregos.

No mesmo ano, o SESC expulsa o nosso grupo, dirigido por Orávio de Campos, de suas dependências. O único que ficou, porque era empregado como iluminador, foi Marco Antônio, agora demitido. A partir de então, os grupos minguaram, não houve montagens, a não ser comerciais. O que "salvou a pátria" foi o SESI, com o trabalho de Fernando Rossi, com suas oficinas e montagens diversas. Mas o movimento chegou ao fundo do poço, até porque o presidente da ARTA foi cooptado com cargo no governo e fez o jogo do poder. Começa a era de ouro dos shows.

Em 2008 Rosinha Garotinho vence a eleição e, em 2009, implantamos o primeiro curso permanente de teatro em Campos. Temos hoje mais de 100 alunos que, quatro, cinco noites por semana, têm aulas com professores gabaritados de Campos e do Rio de Janeiro, de Corpo, Voz, interpretação etc.. Montaram três espetáculos em 2009, lotando o Trianon e o Teatro de Bolso. Este ano, dois espetáculos estão sendo preparados e grupos já começam a ser pensados. Em breve teremos, novamente, o movimento teatral que desejamos.

A escola de teatro (curso livre) tende a se fortalecer com uma sede própria, que abrigará, também, estrutura para áudio-visual, com cursos para filmagens de curtas, documentários e eventos para os cinéfilos. O futuro é promissor, com a formação de atores, diretores e técnicos que terão um mercado de trabalho que nos foi tirado por uma década. E teremos os artistas nas ruas de  novo, com experimentações e não apenas grupos que encenam peças comerciais. Viva as artes cênicas! 

2 comentários:

soutotostes disse...

O link para o blog do Garotinho, aqui ao lado, não está funcionando. Tem gente pensando que o Garotinho está sem blog...brincadeirinha!
Tente consertar amigo!
abçs
José Souto Tostes
Ah, põe um link para meu blog aí
www.miracemarj.blogspot.com

RALFE REIS disse...

Rosinha Garotinho vai voltar http://blogralfereis.blogspot.com/