Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







quarta-feira, 30 de junho de 2010

Jogo de xadrez

Garotinho nunca foi de desistir de uma peleja. Custa-me acreditar que não será mais candidato ao Governo do Estado. Como ele está reunido com Rosinha, Clarissa e correligionários do PR, só mais tarde é que saberemos os motivos reais que o levaram a desistir. Garotinho está acostumado com o jogo pesado, com o embate com pesos pesados. Eu, frágil, não alcanço o meio do sistema, lá onde são armadas as peças do tabuleiro de xadrez, que nunca aprendi a jogar. O que posso dizer como simples mortal é que quem sai perdendo é o povo do Estado do Rio de Janeiro. Mas a política tem uma dinâmica que nós, pobres mortais, não compreendemos nem acompanhamos a contento. Mas vamos lá! Garotinho, como nosso líder maior, por certo vai nos dizer o que fazer e estamos a postos, como soldados rasos na trincheira da resistência.

4 comentários:

soutotostes disse...

Caro Avelino,

Garotinhou correu sim. Não sei porque. Acho que, na verdade, está optando por ficar com a imunidade dos deputados federais, a parlamentar, que ainda vigor no país que tem a lei dos Fichas Limpas.

Sai da política, penso eu, pela porta dos fundos. Também fiquei inconformado, não esperava isso dele.

Não fique desapontado, sei de sua amizade, carinho e admiração pelo ex-governador. São coisas de quem sabe jogar o xadrez. E sabe perder. Ele soube.

abçs

José

Anônimo disse...

JABULANINHA ARREGOU RSRSRSRS,PREFERIU APANHA DE ARNALDO A APANHAR DE CABRAL RSRSRSRS.
MEU NOME E MAC MILLER

Provisano disse...

Acredite, Alvanir.

Esse fato é mais do que óbvio, é concreto, aliás, como postei em blogs meses atrás, sempre acreditei na perspectiva de que, no meio dessa pirotecnia toda, Garotinho seria candidato à Deputado Federal. É claro que muita gente me questionou. Ainda ontem, tive um comentário meu postado no blog de Roberto Moraes as 5h e 13m da tarde, reiterando essa afirmativa minha, que, volto a repetir, não era de ontem ou de hoje, mas sim de cerca de cinco meses atrás, note bem, caro Alvanir, de mais de quatro meses atrás. Como não tenho bola de cristal, nem a capacidade de prever o futuro e apenas uma, digamos, visão periférica acurada de enxergar a conjuntura política e ter também uma coisa que, considero primordial em quem se propõe a fazer política, fazê-la sem o fígado (como é, na atual conjuntura, obviamente o seu caso) usando de forma mais isenta possível o cérebro, vaticinei mais uma vez, como postei no Blog do Roberto Moraes, a certeza de que Garotinho ia desistir de sua candidatura ao governo do estado, três horas antes do fato ser anunciado oficialmente.
O jogo é duro? É sim, tenho que concordar, mas hás de convir que o pau que canta em Chico é o mesmo que canta em Francisco e isso me lembra o discurso que foi utilizado durante a campanha passada, onde a cantilena que foi repetida até a última hora era a de que Arnaldo estava inelegível e que portanto quem nele votasse perderia o voto, mais ou menos como se desenha o quadro atual no que tange ou tangia à postulação de Garotinho (que é bom que se ressalte, é legítima, como a de qualquer cidadão que vive nesse estado Democrático de Direito), a instabilidade em se saber se quem nele votasse, se o voto ia valer ou não. Fato é que a estratégia usada na campanha para a prefeitura, no meu raso entendimento, foi pouco ética, uma vez que se a candidatura de Arnaldo não fosse válida, os seus votos teriam que ser anulados e se somados aos votos em branco e aso votos nulos, teríamos que ter outra eleição à época, uma vez que essa soma suplantaria os 50% dos votos, tornando, segundo o entendimento legal, nulas as eleições de prefeito. É o que diz a lei. Como a eleição de Rosinha foi validada, logo, os votos de Arnaldo eram válidos, ao contrário do que foi exaustivamente veiculado na campanha de Rosinha.
Uns ou outros mais desinformados podem até não enxergar esse fato, como não enxergaram, mas tu, Alvanir, culto, informado e com uma análise de conjuntura que sempre respeitei, não tens como negar ou contestar o que relatei acima. Fatos são fatos. Assim como ser ético (coisa da qual me orgulho de ser) não é para qualquer um, afinal, para mim, os fins não justificam os meios.
Não te permito, com todo o respeito e carinho que sempre te dediquei, que me venhas dar um diploma de tolo. Crédulo, você? Não, definitivamente não o és, nunca fostes e certamente nunca serás. Não manches sua biografia com esse discurso barato que vens adotando ultimamente, ninguém que te conhece, nem mesmo você consegue acreditar nele. Sinto saudades do velho e combativo Alvanir que estava sempre disposto a desafinar o coro dos contentes e enfrentar os poderosos de plantão, ultimamente ando com uma lanterna à procura dele na esperança de encontrá-lo novamente.
Forte e fraternal abraço.

Carmem da Silva Martins disse...

Belíssimo texto, Sr. Provisano. Mas, as mudanças q o senhor nota no blogueiro são próprias do poder, mesmo que esse poder, de tão pequeno, nem apareça no mapa! Pode ser tb o verbo de acordo com a necessidade de sobrevivência! Será q ainda dá tempo de ser o q era? No caso em questão, dificilmente...O bom é q de estilingue ele virou vidraça e nunca mais será o mesmo, pois de Auxiliadora "menas" a Orávio "avise quem encontrar" ninguém avança...