Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sabe com quem está falando?

Nos tempos da ditadura militar (1964/1984) era comum as carteiradas e a frase: "sabe cm quem está falando?", que, em tom ameaçador, colocavca medo em qualquer porteiro ou guarda de trânsito.  Pois vemos hoje, ainda, esse tipo de abuso. Foi o que ocorreu com uma agente da Lei Seca, que não aceitou a carteirada de um juiz e foi processada e condenada. Leiam a matéria publicada pelo "24 horas": 

Condenada pela 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro a pagar R$ 5 mil ao juiz João Carlos de Souza Correa após um desentendimento numa blitz, a agente da Lei Seca Luciana Silva Tamburini, 34 anos, disse  que a “carteirada” que recebeu do magistrado não foi a única ao longo de três anos que trabalhou na Lei Seca.”Isso acontece todos os dias e não só comigo. Já recebi até um “você sabe com quem está falando?” da mulher de um traficante de um morro de Niterói”, contou.

Luciana acrescenta que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a condenação que sofreu. Segundo ela, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio é desmotivante. “É um absurdo. Porque você bota a pessoa ali para trabalhar, para cumprir a lei .

É uma pena a lei ser para poucos, para pessoas que têm o poder maior que o nosso. Imagina se vira rotina ?”, questiona. Ela disse ainda que acredita que esse tipo de decisão não deveria afetar o trabalho que os agentes desempenham no cumprimento da lei. “O servidor público fica com medo de aplicar a lei. Você não pode trabalhar com medo”, explicou.
Comentário:
Esse juiz, creio eu, é o mesmo que me condenou em vários processos, por crime de opinião e a quem me referi como almofadinha, durante audiência no Forum de Miracema. Tempo depois, ele estava na Região dos Lagos e O Globo publicou uma série de reportagens sobre favorecimento desse juiz a grileiros de terra, fato que gerou processos contra ele e que, pelo visto, não teve maior consequência. 
Como disse meu advogado, Maurício Monteiro, parafraseando um jurista famoso: "o juiz pensa que é Deus". No nosso país, pelo visto, é mesmo. Já o desembargador nem tem dúvida: é Deus.   

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