Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Lula parafraseia Fernando e diz: O caminho é pela esquerda

Os EUA dominam grande parte do mundo e manda na ONU. A América Latina é seu quintal e Cuba, uma espinha na garganta do Tio Sam que montou uma estratégia macabra (para os latinos) para tirá-la. os controladores dos EUA sabem que, sem conseguirem matar Fidel após meio século de tentativas e, ainda, perderem o controle sobre a Venezuela, seguida de Bolívia e Equador e com o Brasil querendo mostrar as garras, a saída para manterem o poder sem atropelos é dar um passo atrás e muitos para a frente num futuro próximo.

Dessa maneira, reatam relações com Cuba e ganham simpatia para pressionarem os "governos esquerdistas" e reconquistarem a opinião pública das nações onde o discurso anti-americano vem ganhando adeptos e força. Não querem focos de rebeldia que redundem num fortalecimento da esquerda, como ocorreu pós revolução cubana e que necessitou de violência exacerbada, com investimentos imensos nas forças golpistas para a implantação de ditaduras que afastassem de uma vez por todas a "ameaça comunista". 

Deu tudo certo para eles, os irmãos do norte. Dominaram tudo e fizeram nossos "corações e mentes", impondo sua cultura para imbecuilizarnos: "o que é bom para os americanos é bom para nós". Cunhamos: "Brasil - Bravos rapazes americanos silenciosamente irão levando". E, depois, quando a Globo, patrocinada por eles para acelerar nossa imbecilização, nosso aculturamento, chegou próximo ao auge, surge a fabricada "geração coca-cola" (só fazia pressão). E, num esperneio, criaram uma lei (ou portaria), obrigando as emissoras de rádio a tocarem, pelo menos, 40% de música nacional. Reserva de mercado. Quanta ironia!

A saúde foi privatizada. A educação foi privatizada. O transporte ferroviário, torturado, morreu, assim como a esquerda  e os democratas. Após assumirem a economia e um povo quase que totalmente imbecilizado, os EUA seguem com seu plano e saem como "camaradas" ao discursarem contra as ditaduras que impuseram. Sarcasmo? Zombaria? Não. Apenas negócios, como diria qualquer mafioso ao assassinar amigos e parentes dos corleones da vida. 

Mas, e Cuba? E Guantãnamo? O jeito, para não ficarem desmoralizados, era esperar a morte de Fidel, já que todos os planos para assassiná-lo falharam. E um ex-diretor da CIA ainda lança um livro revelando as centenas de vezes que tentaram matá-lo. Tito no pé. Mas com a saída de Fidel, tudo mudaria. Não mudou. E ainda surge o ex-aliado Hugo Chávez para incomodar. E o problema da Colômbia passa a ser solucionado a partir de Cuba. Um acinte! Mas os EUA elegem um negro - que coisa, hein? - e o discurso é amenizado. Os EUA tentam reconquistar a simpatia dos deserdados.

Agora (antes tarde do que nunca), percebendo (?) os planos dos "irmãos do norte", o sindicalista Lula, agindo como líder político, conclama a juventude para fortalecer a esquerda. Quando a maioria de nós (eu não) diz que esse discurso (esquerda/direita) é retrógrado, fora de contexto, o líder Lula diz que temos que dar uma guinada para a esquerda. Claro que sua intenção é manter-se no poder, conquistado após a negociação com a direita em 2002, após perder três eleições presidenciais. Porém, já é alguma coisa nesses tempos niilistas.

Uma frase dita pelo meu amigo Fernando Machado e reproduzida por seu neto, o jornalista Wesley Machado numa postagem no botequim virtual há alguns dias vem a calhar, nesse momento: "O caminho é pela esquerda!"

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Joe Cocker não morreu

Estava, mais uma vez, ouvindo a versão da música dos Beatles "With a little help from my friends" com Joe Cocker e fiquei triste, de novo, ao lembrar que ele morreu esta semana, aos 70 anos, de câncer do pulmão. 

Na verdade, estrelas como Joe Cocker não morrem jamais. Ficam na nossa memória. Por isso, Joe Cocker não morreu. Assim como Zappa, Lennon, Hendrix, Joplin, Elis, Taiguara, Jobim, Jair Rodrigues, Tim Maia....


Na memória de quem aprecia a arte, sente sua aura e respeita e valoriza o artista - não confundir artista com replicantes que atendem ao mercado e a plebe rude com as cópias toscas para o entretenimento, o artista e sua arte não morrem. Por isso digo que Cocker não morreu.  

John Robert Cocker ou simplesmente Joe Cocker (1944/2014), branco com a voz rouca dos negros do Mississipi, 40 álbuns, muitos prêmios, admirado em boa parte do mundo, esteve no Brasil, no Rock in Rio de 1991. Em 2012 fez uma tournée, apresentando-se nas principais capitais do país.  

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Alex Ribeiro lança CD e recebe elogio da crítica


A crítica de Bernardo Araújo, do jornal O Globo (23/12) diz do show do Alex Ribeiro para o lançamento de seu CD (Teatro Rival, dia 18/12): 

"O filho de Roberto Ribeiro mostra firmeza e talento ao recriar sucessos do pai (“Vazio”, “Todo menino é um rei”), bom gosto ao gravar Almir Guineto (“É demais”) e o clássico “Estrela de Madureira”, e recebe com elegância convidados como Wilson das Neves e Monarco". 

Alex, que tem feito shows em São Paulo, Brasília, algumas capitais do Nordeste e, claro, Rio de Janeiro, foi muito feliz neste ano de 2014. Teve seu pai, Roberto Ribeiro, homenageado com o enredo da Escola de Samba Madureira do Turfe (Campos), quando Alex compôs o samba-enredo. A escola ficou em primeiro lugar e o seu samba foi eleito o melhor do carnaval campista. Também ganhou o concurso de samba da Império Serrano e vai interpretar o samba na Passarela em 2015. 

Agora, lança seu CD com a participação especial de Monarco, Wilson das Nezes, e o popular Loroza, que participaram de algumas faixas do disco. O lançamento do CD no Teatro Rival foi muito concorrido e muitos artistas de renome foram prestigiá-lo. Foi, enfim, um ano muito bom, que termina com a crítica favorável do caderno de Música de O Globo. 

Alex interpretando o pai, Roberto Ribeiro, no desfile da 
Madureira do Turfe, campeã do Carnaval de Campos 2014.

Se vivo fosse, Roberto Ribeiro estaria orgulhoso de seu filho

domingo, 21 de dezembro de 2014

EUA desativarão Guantãnamo, a prisão das torturas

Quatros presos afegãos que estavam encarcerados na prisão de Guantánamo foram libertados e enviados de volta para o Afeganistão neste sábado (20).    
A informação foi repassada pelo Pentágono, que informou  ainda que outras 132 pessoas continuam detidas no local. Ontem (19), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o fechamento do presídio é "prioridade nacional" e que o local "mina a nossa segurança nacional, reduzindo nossos recursos, deteriorando as relações com nossos aliados e encorajando os extremistas violentos".    
Aberto há mais de 13 anos, após os atentados do dia 11 de setembro de 2014, o local é constante ponto de críticas por seus métodos não ortodoxos e seu fechamento é uma das promessas de campanha de Obama. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Dois pesos e duas medidas: EUA aceitam Cuba e impõem sanções à venezuela

Barack Obama, respaldado pelo pelos democratas no Congresso, decide reatar relações com Cuba e, ao mesmo tempo, impor sanções à Venezuela:  

“Não nos calamos nem nos calaremos diante das ações do Governo venezuelano que violam os direitos humanos, as liberdades fundamentais e as normas democráticas”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, na semana passada, após a aprovação da lei pelo Capitólio.

Todavia, os EUA calam-se em relação à violação dos direitos humanos por parte de Israel, agressor contumaz na Palestina, onde não permitem também a criação de um Estado. Sem falar que, usando de justificativas sem nenhuma lógica, invadem povos, derrubam governos e assassinam seus líderes (a exemplo do Iraque e da Líbia) e exercem pressões na Síria... 

Os fortes sempre impuseram sua economia, sua ideologia, sua cultura, sua religião, enfim, seu modo de vida. Os EUA, como uma nova Roma, assume o papel de Império desde o século XX, principalmente após a Segunda Grande Guerra. E a América Latina é seu quintal, assim como o Oriente Médio, apesar de toda rebeldia, posta-se como servo. 

No caso da Venezuela, nos parece aquela historinha de Asterix e Obelix que defendiam uma aldeia simplória à qual os romanos não conseguiam impor sua vontade. Cuba também, ao ponto de, agora, mais de meio século depois, o poderoso Tio Sam reconhecer que estava errado. 

Os países latinos americanos não podem aceitar as sanções impostas à Venezuela. O problema é a falta de coragem para encarar o Império romano, digo, americano.            

O imortal Cauby, aos 83 anos, 65 de carreira, faz show no Rival


Com 65 anos de carreira e 83 anos de vida, o mito Cauby Peixoto, com sua voz incomparável, está de volta, pela segunda vez este ano, ao Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro, onde tantas vezes emocionou os fãs cantando "Conceição" e outros sucessos. Foram momentos inesquecíveis para ele e o público. 

"Cauby é um artistaque não tem idade. Ele faz parte da história do Rival e o teatro também faz parte da história dele. É a voz maravilhosa que o público ama. Público de todas as idades. É de um profissionalismo extremo, de uma vaidade única e de uma irreverência, que é a cara do Rival. Por tudo isso, ele não podia mesmo ficar de fora do Festival Rival 80 anos”, derrete-se Ângela Leal, que está à frente do teatro desde 1990.
Na década de 2000, o Rival acompanhou de perto a carreira de Cauby Peixoto e cuidou com muita delicadeza do nosso ídolo.  Foi no palco do Teatro Rival, em 2012, que ele se apresentou com Ângela Maria numa temporada de duas semanas. Na ocasião, interpretou sucessos seus como  "Blue gardênia", "Conceição" e "Bastidores". Em 2003, voltou com a cantora Selma Reis no show "Vozes”, que virou CD indicado para o Prêmio Tim em cinco categorias no ano seguinte. 
No show especial de 80 anos do Rival, Cauby vai presentear os fãs com o acústico “A voz do violão” e será acompanhado pelo violonista Ronaldo Rayol, arranjador, produtor e diretor musical. O duo levará ao palco canções conhecidas do grande público que foram escritas por diversos artistas, como Caetano Veloso, Edu Lobo, Gonzaguinha e Taiguara, evidenciando o estilo crooner do cantor, que se tornou um dos grandes mitos da era do rádio brasileiro, além de ícone da música popular brasileira. 
No repertório, estão “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (Lamartine Babo), “Granada” (Agustín Lara), “Guerreiro menino” (Gonzaguinha) e “As vitrines” (Chico Buarque), canções do álbum “A voz do violão”, que faz parte da caixa “Cauby – O Mito”, lançada no ano 2012 em comemoração aos 60 de carreira e 80 de vida do artista.
(Matéria do JB)

Paulo Roberto cita 28 políticos envolvidos na propina do Petrolão

 ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou uma lista com 28 políticos em 80 depoimentos prestados durante as investigações da Operação Lava-Jato. Entre os citados estão ministro, ex-ministros, deputados, senadores, governador e ex-governadores. A reportagem é do O Estado de S. Paulo, que obteve a lista completa.
Nos depoimentos, Paulo Roberto Costa teria citado o governador reeleito do Acre, Tião Viana (PT), os deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Também constam da lista a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, o senador Humberto Costa e o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Agência ABR
Da oposição, há dois nomes na lista, ambos de políticos que já morreram: o candidato à presidência da República pelo PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o ex-presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra. Costa teria afirmado que intermediou, em 2010, o pagamento de R$ 20 milhões para o caixa 2 para a campanha de reeleição de Campos ao governo do Estado.
e acordo com a reportagem do Estadão, alguns políticos recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão. O dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais.
A denúncia contra parlamentares investigados na Operação Lava Jato deve ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro do ano que vem.
Confira a lista dos 28 políticos citados por Paulo Roberto Costa:
PT
Gleisi Hoffmann, senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil
Humberto Costa, senador (PE) e líder do PT no Senado
Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma
Lindbergh Farias, senador (RJ)
Tião Viana, governador reeleito do Acre
Delcídio Amaral, senador (MS)
Cândido Vacarezza, deputado federal (SP)
Vander Loubet, deputado federal (MS)
PMDB
Renan Calheiros, presidente do Senado (AL); Edison Lobão, ministro de Minas e Energia (MA)
Edison Lobão, ministro de Minas e Energia (MA)
Henrique Alves, presidente da Câmara (RN)
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro
Roseana Sarney, ex-governadora do Maranhão
Valdir Raupp, senador (RO) e 1° vice-presidente do partido
Romero Jucá, senador (RR)
Alexandre José dos Santos, deputado federal (RJ)
PSB
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco
PSDB
Sérgio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB
PP
Ciro Nogueira, senador (PI)
João Pizzolatti, deputado federal (SC)
Nelson Meurer, deputado federal (PR)
Simão Sessim, deputado federal (RJ)
José Otávio Germano, deputado federal (RS)
Benedito de Lira, senador (AL)
Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades
Luiz Fernando Faria, deputado federal (MG)
Pedro Corrêa, ex-deputado federal (PE)
Aline Lemos de Oliveira, deputada federal (SP)
Políticos negam envolvimento em irregularidades na Petrobras 
O senador José Sarney (PMDB-AP) saiu hoje (19) em defesa da filha Roseana Sarney, ex-governadora do Maranhão. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (19) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Roseana foi um dos 28 nomes de políticos citados na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo o jornal o grupo teria sido beneficiado pelo esquema de desvio de recursos da estatal.
“Eu não acredito jamais. Eu conheço o caráter da minha filha. Isso é uma coisa dirigida”, afirmou Sarney ao participar de um evento de despedida do Senado, com funcionários da Casa.
Além de Roseana, outros sete nomes do PMDB foram citados, entre eles, os dos presidentes da Câmara, Henrique Alves (RN) e do Senado, Renan Calheiros (AL) que também negaram as acusações.
“As relações do senador Renan Calheiros com todos os diretores da estatal nunca ultrapassaram os limites institucionais. Não há chance alguma de o senador ter tratado de temas não republicanos com qualquer pessoa ou executivos desta ou de outra estatal”, diz uma nota divulgada pela assessoria de Renan.
O presidente da Câmara também se defendeu. “É com extrema indignação que vejo meu nome citado. Não há qualquer hipótese de verdade no meu envolvimento com as irregularidades cometidas na Petrobras”, declarou.
Nota assinada pela Executiva Nacional do PMDB nacional diz que “se houve eventual participação de integrantes da legenda [no esquema investigado pela Operação Lava Jato], eles o fizeram em caráter pessoal, não tendo para isso nenhum tipo de apoio ou legitimação do partido”. Segundo o texto, o partido defende a punição de todos os envolvidos em desvios de recursos públicos ou em esquemas de corrupção.
Ex-governador do Rio de Janeiro, que integra a legenda, Sérgio Cabral afirmou que a relação com Costa “sempre foi institucional – entre o governador do estado do Rio de Janeiro e um representante da Petrobras”. Cabral ainda negou que tenha indicado ou interferido em nomeações do governo federal ou em decisões gerenciais da empresa.
Outros nomes da legenda, como o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, o senador, Romero Jucá (RR) e o do deputado, Alexandre Santos (RJ) ainda não se pronunciaram.
Na lista divulgada ontem pelo jornal paulista, constam oito nomes de políticos filiados ao PT. Foram citados os ex-ministros da Casa Civil, Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann, que atualmente é senadora pelo Paraná. Palocci, não foi localizado pela reportagem da Agência Brasil para comentar a denúncia. Em nota Gleisi reiterou que não conhece e “jamais manteve qualquer contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef”. Afirmou ainda que nada tem a temer sobre a investigação em curso e que seus sigilos fiscal, bancário e telefônico estão à disposição da Justiça.
Em entrevista à Agência Brasil, outro senador do PT, Lindbergh Farias (RJ), também repudiou as acusações. Disse que a reportagem do Estadão mistura pessoas que teriam recebido propina com outros casos. “Ele [Paulo Roberto Costa] me citou em outro contexto – o da campanha eleitoral deste ano - que nada tem a ver com propina e aparece tudo misturado”, afirmou. O senador disse que por causa da candidatura ao governo do Rio de Janeiro teve três reuniões com Costa em janeiro de 2014 e que o ex-diretor “faria contatos com empresas para captar doações legais para o PT”, mas segundo Lindbergh, Costa logo foi preso e nenhuma doação que recebeu teve intermediação dele.
Também citado, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) diz que os as denúncias contra ele referem-se a fatos anteriores ao mandato como senador. “Esses fatos foram amplamente utilizados durante a campanha eleitoral de 2014, mesmo já tendo sido rigorosamente analisados e aprovadas por todos os órgãos de fiscalização e controle da União”, disse ressaltando que com relação a mais esse vazamento tomará as medidas judiciais cabíveis.
O deputado Vander Loubet (PT-MS), um dos nomes que ainda não tinham sido divulgados, disse estar surpreso com a notícia. Ele afirmou que “não teve relação institucional, política ou de outra natureza” com o ex-diretor e se colocou à disposição da Justiça “para que os fatos sejam esclarecidos com a maior brevidade possível”. Ainda do PT, o deputado Cândido Vaccarezza (SP) disse que já se manifestou sobre a denúncia envolvendo seu nome. Voltou a negar a acusação e afirmou que “não tem nenhuma novidade” na reportagem publicada.
Com dez nomes, o PP é a legenda que tem mais políticos citados. O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), reencaminhou por meio de assessores uma carta ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na qual diz que renuncia ao mandato caso seja comprovado algo contra ele.
Já assessores do deputado federal Luiz Fernando Faria (PP-MG) informaram que os contatos mantidos com Paulo Roberto Costa “se deram exclusivamente por dever de ofício”. A nota assinada pelo parlamentar ainda acrescenta que, como presidiu a Comissão de Minas Energia em 2008 e em 2011 e foi relator de um dos projetos sobre o Pré-Sal (PL5939/2009), “era inerente do exercício da função, o tratamento das questões institucionais, republicanas e de interesse nacional, dos atos relativos às atribuições do cargo, bem como em defesa dos interesses de seu estado, Minas Gerais”.
A reportagem fez contato com o gabinete e escritórios estaduais dos deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Simão Sessim (PP-RJ), mas as assessorias informaram que os parlamentares estão viajando e ainda não foram contatados.
A reportagem do Estadão também inclui na lista o nome do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em um acidente de avião em agosto – que teria recebido em 2010 R$ 20 milhões como caixa 2 de campanha na candidatura à reeleição para o governo de Pernambuco. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgou nota hoje reiterando “extrema confiança” no ex-presidente nacional da legenda. “O ônus da prova é de quem acusa, portanto, o senhor Paulo Roberto Costa deve provar a sua denúncia, até porque ele cita um líder com reputação ilibada e que não está mais aqui para se defender”, destaca.
Na lista de Costa ainda está o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano. Em nota divulgada hoje, o partido defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independentemente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupem. O documento lembra a apresentação do relatório paralelo da CPMI da Petrobras, de autoria dos partidos de oposição, que pede o indiciamento de 59 pessoas e a abertura de inquérito policial contra 36.
(Jornal do Brasil.Com Agência Brasil)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vereador de Italva poderá perder o mandato

Antonio Elias e sua esposa, Pâmela (foto: facebook) 


O vereador de Italva, Antônio Elias Ancelmé, eleito pela coligação DEM/PRP/PSDB com 243 votos, poderá perder o mandato devido a quantidade de falta às sessões da Câmara neste ano de 2014, que foram muito além do permitido em lei. Foram 31 faltas quando o máximo permitido são 26.

A cadeira de Antônio Elias Ancelmé deverá ser solicitada à regional do PRP pela primeira suplente da coligação, Marinete da Silveira Barcelos Teixeira, a Marinete do Morro Grande, que obteve 176 votos.

Como Antônio Elias mudou de partido, ingressando no Solidariedade, Marinete acredita que a direção regional do PRP vai solicitar à presidência da Câmara de Italva a cadeira do vereador que, segundo comentários na cidade, após casar-se com uma médica, a Dra. Pâmela, que é de Itaperuna, passou a residir naquela cidade.  

Antônio Elias Ancelmé é filho do ex-prefeito de Italva, Darli Ancelmé. No município de Italva os comentários no meio político mostram uma certa decepção com o vereador, que surgiu com um discurso de renovação e não tem demonstrado interesse nas questões que se referem à cidade. Faltou quase a metade das reuniões da Câmara e não desenvolveu nenhum trabalho digno de registro como vereador.

Caso a direção regional do PRP acate o pedido de Marinete, caberá ao presidente da Câmara, Wilson Nogueira, fazer cumprir a lei.


Estado abre concurso para professor com 1697 vagas

O concurso público para professores do Estado do Rio já está com inscrições abertas. O processo seletivo oferece 1.697 vagas na Secretaria de Educação com remuneração de R$ 1.178,29 e R$ 2.211,25, dependendo da carga horária de 16 ou 30 horas semanais, para docentes de diversas disciplinas.

As inscrições podem ser feitas pelo site da Fundação Ceperj, organizadora do concurso, até o dia 1º de fevereiro de 2015. As taxas cobradas são de R$ 50 (16 horas) e R$ 70 (30 horas), e o pagamento pode ser feito até o dia 2 de fevereiro.

O concurso conta com 982 vagas para professores que cumprirão a carga de 16 horas semanais, com vencimentos iniciais de R$ 1.178,29. Há 715 chances para os profissionais que preferirem a jornada de 30 horas semanais, com remuneração de R$ 2.211,25.

Há vagas nas disciplinas de Artes, Biologia, Ciências, Disciplinas Pedagógicas, Educação Física, Espanhol, Filosofia, Francês, História, Inglês, Sociologia, Física, Geografia, Matemática, Português e Química.

Os aprovados no concurso terão direito a benefícios como auxílio-transporte, entre R$ 66 e R$ 132 de acordo com a carga horária; auxílio-alimentação de R$ 160; auxílio-qualificação, com bônus anual de R$ 500; auxílio-formação de R$ 300, para professores regentes de turma em parceria com Consórcio Cederj e bônus desempenho. Além disso, há a remuneração variável para os funcionários de escolas que atingirem as metas propostas pela Secretaria de educação do Estado do Rio.

O processo seletivo será realizado em duas etapas. A prova objetiva e a avaliação de títulos estão marcadas para o dia 8 de março de 2015. As etapas são classificatórias. A avaliação terá 50 questões de Português, Conhecimentos Gerais e Pedagógicos e Conhecimentos Específicos. A nomeação dos novos servidores públicos deve acontecer em maio.

(matéria do jornal Extra)

Discursos da oposição em Campos são contraditórios

Sem foco, a oposição em Campos busca desgastar a imagem do governo municipal atirando a esmo na esperança de que uma bala perdida atinja as principais lideranças - Garotinho e Rosinha. Seus membros mais notórios sequer se importam com o ridículo, e os discursos de seus representantes na Câmara revelam como são contraditórios.

A oposição critica a contratação de pessoal para o atendimento à população, já que a oferta de benefícios aumentou consideravelmente com os investimentos nos setores que melhoram a qualidade de vida das pessoas; porém, por outro lado, critica a demissão de contratados devido aos reajustes na máquina administrativa, necessários em face da queda da arrecadação global, causada pela redução dos recursos oriundos do petróleo, cujo preço despencou no mercado internacional.

Os oposicionistas criticam a doação de casas para as famílias que vivem em péssimas condições em áreas de risco e favelas, dizendo que é populismo; ao mesmo tempo, criticam o governo porque ainda não atendeu a algumas famílias que vivem em condições precárias na nossa periferia. Em nenhum momento reconhece que o governo municipal vem eliminando favelas, dando condições decentes de moradia com saneamento básico, água potável, asfalto e calçadas, além de creches modelo e escolas nos novos condomínios criados para abrigar as famílias mais carentes. 

A oposição critica a dependência dos royalties e quer o aumento da arrecadação própria, mas seus representantes na Câmara votam contra o reajuste do IPTU, que vai corrigir distorções gritantes, como o pagamento de taxa mínima em imóvel que consta como terreno mas que, em verdade, trata-se de edifícios com dezenas de apartamentos. Ou mesmo construções milionárias em propriedades que constam na Prefeitura como terreno. Distorção que está sendo corrigida, mas que a oposição não quer reconhecer. Inclusive a isenção do IPTU para 27 mil famílias de baixa renda.

A oposição ocupa emissoras de rádio para criticar contrato com a empresa que cuida da iluminação pública que, antes do governo Rosinha, era motivo de reclamação constante e que, a partir de 2009/2010, passou a ser motivo de elogios, justamente devido a reposição de lâmpadas com celeridade, assim como o aumento considerável de iluminação pública em ruas e avenidas na cidade e periferia. Ao mesmo tempo, a oposição critica a não contratação de uma empresa que cuide dos semáforos. Desfaçatez? Leviandade?

Constata-se, por ser óbvio, as contradições nos discursos oposicionistas. Discursos que revelam a falta de foco, a falta de um projeto que seja melhor que o que está sendo desenvolvido pelo grupo político liderado por Garotinho. 

Se nos 11 anos (1998 a 2008) de Arnaldo/Campista/Mocaiber o dinheiro fosse aplicado corretamente, como passou a ser em 2009, o município de Campos estaria entre os melhores em qualidade de vida. Curitiba, por exemplo, precisou de 20 anos de investimento para ser reconhecida como cidade modelo. E lá não tem a pobreza endêmica como nesta planície. Mas, em seis anos (2009/2014), a cidade de Campos é outra, muito melhor, muito mais bem cuidada e com excelente perspectiva, se o projeto de desenvolvimento com justiça social tiver continuidade.