Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cristo iluminado de rosa

Cristo iluminado de rosa nesta terça-feira
Objetivo da ação é alertar para os riscos e para a necessidade de prevenção contra o câncer de mama
(Do JB)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Raiva de Garotinho é motivada por paixão não correspondida

Tem blogueiros com raivinha permanente que atacam Garotinho simplesmente porque a paixão virou ódio, já que não foi correspondida. Paixão não correspondida é motivo de muitos assassinatos pelo  mundo afora. Como esses  pessoal não tem coragem (bom que seja assim) de matar, usam os meios que dispõem para difamar, caluniar e injuriar a pessoa que não dá pelota para sua paixão.

Sem a internet, essas pessoas ficariam mordendo os lábios e falando pelas esquinas. Mas com os blogs, elas acham que podem tudo, porque não serão alvo de processos. Sabe que não existem politicamente e socialmente. Então, as pessoas sérias não dão importância a elas e ao que elas escrevem ou falam. Fica por conta do "barraco" que qualquer um não muito seguro arma quando contrariado.

Tem até um causidicozinho pequenininho que não se assume e satisfaz seu ego (embora corroendo-se porque é apaixonado por quem azucrina) que insiste em revelar seu ódio babando o veneno pela rede. Digno de piedade. Mas eu acabo rindo de sua raiva porque sei o motivo, que ele tenta velar.

Outros já criticam por interesses político/eleitorais. Como todo mundo sabe, acaba não influenciando ninguém. E há os franco-atiradores. Estes são perigosos. Não em relação à política ou a eleições, mas porque procuram atingir, fingindo uma "análise distanciada", a honra das pessoas. Ganham bem, estão seguros em seus empregos públicos, têm tempo para pensar e são mais intelectualizados. Arquitetam melhor. Não atingem o alvo como querem, mas ficam incomodando como moscas varejeiras, pernilongos ou ratos.

Sigamos em frente...

Governo quer limitar salário de servidores a R$ 26,7 mil

Mais uma vez o governo brasileiro vai tentar limitar os salários dos servidores públicos estabelecendo um teto máximo que, no momento, é de R$ 26,7 mil mensais. Dificilmente irá conseguir, mas a Casa Civil elaborou projeto que será enviado ao Congresso ainda este ano, regulamentando os salários nos três poderes da República.

Índios bolivianos marcham contra estrada na Amazônia, que será construída com dinheiro brasileiro

Milhares de indígenas bolivianos retomam marcha até La Paz contra construção de estrada
Unir o Atlântico ao Pacífico via terrestre é um sonho que está perto de tornar realidade. O preço é alto, não apenas no quesito investimento, mas o progresso, que já eliminou comunidades inteiras em todo o mundo, principalmente os nativos de diversos países, vai causar um problema insanável para os indígenas bolivianos da região amazônica. A estrada vai atravessar o Tipnis, uma reserva ecológica e permitirá a invasão da área aos cultivadores da coca.

O BNDES está financiando o projeto, com 415 milhões de dólares. Entidades de defesa do meio ambiente e dos nativos em todo o mundo protestam contra a construção da estrada e pressionam o Goerno de Evo Morales para que mude o traçado. Mas qualquer alteração no traçado invibializará a obra devido à elevação do custo que não tem quem banque. Os índios da região decidiram marchar até La Paz, capital da Bolíia para protestar e pedir a Morales que mude o traçado. O presidente boliviano mandou as forças militares impedir a marcha e houve confrontos. Há uma semana Morales deu uma trégua. Mas decidiu manter sua posição.

Os índios então recomeçaram a marcha e estão chegando à La Paz. Tudo leva a crer que haverá confrontos violentos e MOrales vai sofrer um desgaste político, pois os indígenas chegarão a La Paz antes das eleições judiciais de 16 de outubro. Morales teme que as eleições, inéditas, tornem-se inviáves ou que fracassem pelo clima que será criado com a tomada das ruas da capital pelos manifestantes. Em La Paz, os sindicatos de trabalhadores, ambientalistas, intelectuais e estudantes deverão juntar-se aos manifestantes.

O Brasil está envolvido porque é o país que financia a obra da estrada. A questão é da maior gravidade e a ministra da Defesa, Cecilia Chacón pediu demissão do cargo por não concordar com Evo Morales. Ela escreveu: "Assumo esta decisão porque não compartilho a medida de intervenção da passeata feita pelo governo e não posso defender ou justificar essa ação", afirma a carta de renúncia enviada a Morales. Milhares de brasileiros estão assinando documento que todos os dias chega à Presidência da Bolívia, protestando contra a construção da estrada.
"Reiniciamos a marcha e nossa intenção não é a de enfrentarmos ninguém. O que o governo deve fazer em vez de acusar os indígenas é resolver de uma vez este problema da estrada", disse à mídia local Adolfo Chávez, presidente da Central Indígena do Oriente Boliviano e ex-aliado de Morales.
Embora ainda sejam poucos em número em comparação às etnias aymara e quéchua do ocidente andino, que apoiam maciçamente Morales, os indígenas amazônicos que iniciaram a marcha em 15 de agosto na cidade de Trinidad são apoiados por setores que questionam o discurso ecologista do governo. O setor mobilizado rejeita a construção de uma estrada que atravessaria o território indígena e o Parque Nacional Isidoro Sécure (TIPNIS) no centro da Bolívia.

Na capital boliviana, La Paz, manifestantes entram em choque com a polícia nesta segunda-feira
Foto: Daniel Miranda/France Presse

Sindicados, associações indígenas, partidos de oposição e grupos ambientalistas e de defesa dos direitos humanos estão organizando mais protestos públicos para esta segunda-feira e para os próximos dias, incluindo uma greve nacional da COB (Central Operária Boliviana), a maior organização de trabalhadores do país.
(Sobre matéria da Folha de São Paulo)

domingo, 2 de outubro de 2011

Informe JB sobre o afastamento de Rosinha

Informe JB publicou a seguinte nota sobre o afastamento de Rosinha:

A cassação da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, chocou muitos políticos do Rio de Janeiro. Principal território da família Garotinho, a cidade ficou sem comando até uma liminar recolocá-la no poder, já no final da sexta-feira.
Quem diria
A medida foi tão truculenta que até políticos de partidos completamente opostos ao PR de Anthony Garotinho prestaram solidariedade ao ex-governador e sua esposa. Até parlamentar do PSOL prestou apoio o casal. O abuso de poder econômico da sentença diz respeito a uma entrevista que Rosinha deu a uma rádio local.

Nelson Nahim e Roberto Henriques juntos contra Garotinho

Soube que nas conversas entre Roberto Henriques e Nelson Nahim, aventou-se a hipótese de um rompimento deste com seu irmão, Garotinho. Nahim seria o prefeito e candidato à reeleição, o que impediria qualquer membro da família de se candidatar em 2012 à Prefeitura de Campos. Roberto Henriques abriria mão de sua própria candidatura e apoiaria Nahim, que sairia do PR e ingressaria no PSD, mesmo destino de Henriques.

Acertado o suposto acordo, Roberto Henriques foi à sede do PR para se desligar do partido. Nahim faria o mesmo na próxima semana. Falou-se até que o afastamento de Rosinha seria definitivo, com a garantia não apenas de Sérgio Cabral, mas do vice-presidente da República, Michel Temer, para quem Garotinho tem que "baixar a bola", porque está incomodando o PMDB no Congresso, exigindo apuração de denúncias contra membros do Partido que estão no governo.

Como o TRE revogou, temporariamente, a decisão da juíza que afastou Rosinha, Nahim rompeu com Garotinho, tendo motivo político para se juntar a Roberto Henriques no novo partido. Tentarão mudar a decisão no próprio TRE. Caso isso ocorra, Nelson Nahim seria o candidato e teria um vice do PMDB, com todo apoio de Cabral e do PMDB nacional.

Neste caso, as peças do tabuleiro político mudariam radicalmente, pois estariam fora da disputa Arnaldo Vianna e até mesmo nomes já indicados por outras legendas. Nahim, na condição de presidente da Câmara e como prefeito, caso consigam manter a decisão da juíza que afastou Rosinha (o que é improvável haja vista os erros já apontados na sua sentença), passa a ser o melhor nome para fazer frente ao grupo de Garotinho, que teria que indicar alguém que dificilmente seria consensual, dado que só Rosinha ou o próprio Garotinho conseguem a unidade.  

Quando Garotinho souber dessas conversações, por certo perguntará: "será que já combinaram isso com o povo?" Além do mais, se tudo isso for verdade, não se pode tratar o Judiciário dessa maneira. Principalmente os ministros do TSE que, em última instância, julgarão a ação, caso o TRE confirme a sentença da juíza da 100ª Zona Eleitoral de Campos.

Não creio, sinceramente, que essa articulação seja obra de Nelson Nahim e sim, de Roberto Henriques, apoiado por Paulo Melo, Picciani e Sérgio Cabral. E o nome de Michel Temer foi envolvido para dar robustez aos argumentos, porque não dá para acreditar que o vice-presidente da República participe de uma trama como esta.  Como dizem que em política tudo é possível, ou que a política é a arte do possível, só resta aguardar os acontecimentos para constatar a veracidade ou não do que ouvi no calor da luta de bastidores.   

sábado, 1 de outubro de 2011

A RESISTÊNCIA EM LEGENDAS E FOTOS DE CÉSAR FERREIRA

 Sobre a "Jubiraca", um  mini trio elétrico do Júnior, Rosinha e Chicão, com intervalos de horas, dirigiam-se à multidão concentrada no pátio da Prefeitura.  
 Durante a noite/madrugada, as pessoas acomodavam-se como podiam, sobre colchonetes, cobertores, "pufes", simplesmente sentados em bancos ou no chão e

 nas barracas e tendas, enquanto grupos conversavam e os músicos se apresentavam, num revezamento que não era interrompido a não ser para os pronunciamentos e as orações.

Rosinha circulava no pátio, recebendo o carinho das pessoas e, em vários momentos, sentou-se, com os filhos e o vice, junto com aqueles que não arredavam pé do local da resistência.

 Também durante o dia, muitas orações que emocionavam os que acreditam na Justiça Divina

Pessoas simples, do povo - muitas senhoras de idade - faziam questão de demonstrar seu carinho e dizer uma palavra de fé e de esperança para a prefeita. 

Toda vez que Rosinha saía do gabinete, que também ficou cheio o tempo todo, as pessoas cercavam-na para dizer que estavam ali para o que desse e viesse.  

Toda a mídia cobriu a resistência, com destaque para as rádios Absoluta, Diário e Campos Difusora. A InterTV fez a cobertura todo o tempo, com gravações e links ao vivo

 Assim como a Record, sempre presente de manhã à noite

No dia da posse de Nahim e da decisão do TRE, o dia foi mais tenso, porque Rosinha disse que só sairia da prefeitura presa. Os secretários, muitos diretores e assessores ficaram juntos a ela e o povo uniu-se mais, preparando-se para a resistência a uma possível invasão das forças policiais que poderiam ser convocadas pelo prefeito interino, caso não saísse uma decisão suspendendo sua posse.

A expectativa era grande e, na parte da tarde, cada vez chegava mais pessoas. Num dado momento, um grupo fechou os portões e preparou-se para resistir. Foram momentos tensos, a despeito da tranquilidade de Garotinho, que havia chegado no início da tarde e dizia que até o sol se por, haveria novidade e tudo poderia ser resolvido na paz. Eu insisti para que ele falasse ao povo, porque o clima estava tenso, já que a notícia era que a Câmara estava reunida para dar posse ao novo prefeito.

Ele disse: "Ferreira, vamos aguardar mais um pouco". Eu queria que ele dissesse algo que aliviasse a tensão e, minutos depois, insisti, mas ele continuava sereno e disse que confiava na Justiça: "são tantos erros que essa juíza (a que julgou a ação contra Rosinha) cometeu que nenhum desembargador sério vai corroborar com sua sentença". A Câmara reuniu-se e os vereadores ligados ao governo tentaram argumentar, com um documento que desejavam apresentar. Foram impedidos de falar e os populares invadiram o plenário. O tumulto provocou reação no pátio da Prefeitura, quando os homens decidiram fazer uma "parede" junto aos portões, prevendo um embate. Minutos depois, a explosão de alegria: O TRE suspendeu a sentença da juíza por 30 dias, até que o caso seja analisado. Rosinha era mantida no cargo.

Rosinha, Garotinho, Clarissa, todos que estavam no Gabinete, saíram em euforia, Pudim à frente, para dizer à multidão que a batalha estava ganha. Muita gente chorando. Rosinha chorou e foi erguida por populares. Ela e a família, juntamente com o vice, subiram na "Jubiraca" e aí, foi só alegria.

Rosinha, emocionada, ergue os braços, agradecendo a Deus por ter permitido que se fizesse Justiça

Aviso aos despeitados e ao que resta da oposição: RESISTIREMOS A QUALQUER TENTATIVA DE GOLPE

 Rosinha ao lado do vice, Dr. Chicão, dos filhos e Paulo Hirano

(Fotos: Carlos Emir)



Milhares de pessoas juntaram-se às que já estavam no pátio da Prefeitura e, emocionadas, uniram-se à Rosinha no choro e no grito até aquele momento preso na garganta: Vitória!. Mesmo que parcial, segundo a própria Rosinha, que disse que outros embates virão, o grito de vitória aliviou a multidão que estava disposta à resistir, inclusive, à tomada da Prefeitura pelas forças de segurança do Estado para uma eventual retirada da prefeita, sua família e seus secretários, antes do julgamento do processo em última instância.  

Os adversários, qundo estiveram no poder, contavam com grupos truculentos para a defesa de seus feitos, em geral, imorais. Rosinha e GArotinho contam com amigos, pessoas do povo, de empresários aos mais humildes cidadãos. Por isso, atos de resistência como este do grupo político liderado por Garotinho, são históricos. A truculência dos adversários, ao contrário, vai para o lixo da história. Nós temos causa, que não é o poder pelo poder, que não é o dinheiro, que não é a mordomia, mas sim, servir ao povo e cumprirmos, na media do possível, nosso papel na sociedade, sempre contra as elites que tanto mal fazem e fizeram ao nosso povo.

Essa aliança com o povo os adversários não admitem. Todos se lembram que essa oposição, aliada a alguns pseudo-intelectuais "apartidários", disse e repetiu à exaustão que Garotinho estava morto, apenas porque perdemos a eleição de 2004 e, depois, a de 2006 (que ficou provado depois que os dois pleitos foram conquistados com a compra descarada de eleitores). Até em pronunciamento no Congresso Nacional um deputado carioca disse que Garotinho estava morto. Falou tanto o parlamentar que um colega seu perguntou: "se Garotinho está morto, por que V. Excia. está falando sobre ele há mais de 20 minutos?" 

Contra o poder montado sobre um esquema de corrupção nunca antes visto em Campos, o nosso grupo (bastante reduzido, reconheço), venceu a eleição em 2008. Mais que isso: Garotinho foi fundanmental na eleição de sua filha Clarissa, uma das mais votadas no Rio e da eleição de seu irmão, Nelson Nahim, vereador em Campos, sendo mais uma vez, presidente a Câmara. Desde então, calaram-se em relação à falácia do "morto" e aliaram-se ao que há de mais asqueroso na política estadual para tirar o mandato de Rosinha no tapetão. Cantaram vitória em 2010, quando Rosinha foi afastada antes das eleições, porque seria, também uma oportunidade de eli9minar Garotinho da disputa ao Goerno do Estado.

Conseguiram a grande mídia e emparedaram Garotinho que considerou melhor dar um passo atrás. Desistiu da candidatura ao Governo do Estado e lançou-se à Câmara. Repetiu o Brizola em 1962. Venceu com uma votação jamais ocorrida no Estado. Assim como o Brizola, o mais votado da história do Estado. Não há como comparar os dois tempos. Mas a lembrança é para dizer que Brizola foi para o Congresso e destacou-se na luta pelo respeito aos preceitos constitucionais e republicanos. Tornou-se um inimigo do sistema a ser eliminado. Conseguiram com o golpe de 1964. Garotinho luta pela mesma causa: o respeito à Constituição e à República Federativa. Ganha notoriedade nacional e as elites se unem para eliminá-lo da vida pública.

 Assim foi com Getúlio, com Juscelino, com Goulart e com Brizola. Não foi com Dutra, com Sarney, com Fernando Henrique ou com Lula. Collor é um caso a parte, porque o "menino mimado" entendeu que poderia dizer "não" às próprias elites que alçaram-no à condição de Presidente. Não teve o povo ao seu lado. Ao contrário. Garotinho é daquela linha getulista, brizolista, que é capaz de dar sua própria vida em prol de uma causa. Isso é, para as elites e essa oposição tacanha aqui em Campos, demagogia, populismo, insanidade. Só admitem alguém do povo no poder se ele estiver de acordo com seus interesses que, raramente, são os interesses da maioria do nosso povo. Lula negociou, chegou lá, fez o que fez e ganhou o apoio dessas elites. Garotinho não negocia com princípios. Esta é a diferença inaceitável para os despeitados daqui e as elites nacionais. 

Continuarão tentando o tapetão para tirar Rosinha da Prefeitura e Garotinho da disputa em 2014. Aliás, o próprio Lula já demonstrou sua preocupação com o Garotinho, pois teme que o fortalecimento do ex-governador leve-o à disputa presidencial em pé de igualdade com ele próprio ou com alguém que ele indique para suceder Dilma Roussef. Mas saibam que nosso grupo, agora com cabelos brancos, está a postos para resistir a qualquer tentativa de golpe.        

Argumentos contra análise tendenciosa de Roberto Moraes

Meu amigo, o jornalista  e blogueiro Ricardo André, postou, ontem à noite, em seu blog, elogios a um comentário do professor Roberto Moraes, para quem Garotinho emparedou a justiça, insinuando que, com isso, conseguiu manter Rosinha no cargo.

Tamanho absurdo, elogiado por um jornalista reconhecido como Ridarco André, mereceu um comentário meu que reproduzo aqui, por considerá-lo pertinente. Não pelo texto do professor Roberto, mas sim,  porque se Ricardo André aceitou a análise de Roberto, eivada de um sentimento que não quero aqui externar, outros podem ter a mesma opinião que ele.

Ricardo, caro amigo!

Da maneira como você coloca a questão envolvendo a juíza que julgou a ação contra Rosinha, corroborando com o professor Roberto Moraes, induz o leitor a aceitar o inaceitável, ou seja, que a "Justiça" não pode ser contestada nas ruas.

Sabemos nós que o poder judiciário não está acima do bem e do mal, embora os seus membros acreditem que sim. No caso em questão, Garotinho não emparedou a "Justiça" nem poderia. É superestimar o poder de Garotinho ou de qualquer outro líder político. A juíza criticada é que criou o problema (grave) de prolatar uma sentença cujo resultado já era conhecido.

Perceba que não foi contestado após o julgamento e sim, muito antes. Se fosse após, poderia dizer que Garotinho estava "emparedando" a juíza porque havia discordado de sua decisão. Mas foi antes e com razões expostas que são incontestáveis: a juíza não tem nenhuma experiência na esfera eleitoral para julgar a ação.

Um caso que virou notícia nacional, tratando-se de interesses de uma cidade da importância de Campos no contexto político estadual e nacional e, ainda, que havia chegado ao TSE e retornado a Campos, após o afastamento de uma prefeita por sete meses, não poderia ser julgado por qualquer um. E a juíza nomeada para a 100ª só é juíza há menos de um ano. É como você colocar um foca na chefia da redação de um jornal de circulação nacional.

Você mesmo postou a notícia da liminar do TRE e mostrou quem é o desembargador que decidiu. Independentemente de questões políticas, e do seu julgamento, que poderia ter sido desfavorável à prefeita, não se poderia contestar a competência do desembargador. Ao contrário da juíza, cuja competência é, não só discutível, como também passível de duras críticas por sua inexperiência e pelo fato da sentença já ser conhecida muito antes do anúncio de sua decisão.

Se aceitássemos passivamente uma decisão judicial errônea ou injusta, eu estaria preso. Você e tantos outros colegas jornalistas foram às ruas me defender de uma prisão injusta. Poderia dizer que emparedaram a "Justiça" com as manifestações de rua. Mas não. Vocês estavam me defendendo porque prender um jornalista por externar sua opinião (e sem nada que caracterizasse ofensa ao juiz ou a quem quer que fosse) é injusto, ditatorial, violento. Criminoso até.

As manifestações contra tamanha injustiça contra mim ganharam o mundo e eu fui solto. Poderia dizer que vocês emparedaram a "Justiça"? Não. Nem tinham esse poder. Poderia sim, dizer que vocês cobraram uma decisão justa. O Judiciário preferiu me soltar, mas não me absolver. A campanha parou, mas estou devendo mais de R$ 200 mil de indenização aos que me perseguiram usando o Judiciário.

 
Você sabe que raramente falo sobre aquele episódio que me levou à prisão, mas não me contive quando você corroborou com o artigo do professor Roberto Moraes. A ele não contesto, porque os franco-atiradores são perigosos, ficam a espreita e atiram quando convém em quem convém. Não se mostram nas ruas, não vão para o embate público para falar o que pensam do povo para o povo. É cômodo ser franco-atirador.

Mas a você, meu irmão, eu me dou o direito de contestar ou elogiar. Criticar o nosso grupo é um direito, mas você sabe que a nossa cara é posta nas ruas para receber o afago ou o tapa. Podemos errar, mas sempre de maneira clara, explícita.

Garotinho não contestou a "Justiça", mas sim a juíza nomeada para decidir sobre uma ação que gerou polêmica e que deveria ser julgada por alguém experiente. A antecipação do resultado é de conhecimento público. Portanto, não houve emparedamento.

Espero ter conseguido deixar clara a minha argumentação que está inserida no contexto da razoabilidade e sem paixão. Já passei dessa fase. Até amoleci com a velhice.

Com carinho e respeito que sempre nutri por você,
Avelino Ferreira

Vídeo no Youtube mostra quem é a juíza que julgou ação contra Rosinha

A Equipe GP Mastersound, do meu amigo Beto Gusmão, enviou email com o endereço virtual http://www.youtube.com/watch?v=ZDPAQv85Qqc&feature=player_embedded, que desvela a juíza nomeada para a 100ª Zona Eleitoral de Campos e que julgou a ação de Arnaldo Vianna contra Rosinha.

Para a Equipe GP, corroborando com as declarações de Garotinho e a nossa, a juíza, sem nenhuma experiência na área eleitoral e, mesmo, como magistrada de ações cíveis só havia julgado 15 processos, pois só é juíza há alguns meses, ela usou de má fé ou é ingênua o bastante para prolatar uma sentença sem o embasamento técnico necessário para um processo que gerou polêmica nacional e sem jurisprudência que permitisse a facilitação de um julgamento contrário às arguições dos advogados da prefeita.

Com documentos incontestáveis à mão, Garotinho, da Tribuna da Câmara, diz quem é a juíza que, ainda naquele momengto, julgaria a ação contra Rosinha. Entrem no link, assistam ao vídeo e tirem suas conclusões.