Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bienal termina e deixa um gostinho de "quero mais!"

A 6ª Bienal do Livro de Campos terminou no domingo (14), em grande estilo, lembrando os 100 anos do cantor Noel Rosa, através do show musical, "Noel! Canta mais uma", com o grupo Som e Cena, sob a direção da professora Beth Rocha. Foram 10 dias de atividades intensas, que começavam às 10h e terminavam depois das 22h, até sair a última pessoa do espaço cultural, montado na praça São Salvador, no Centro da cidade.

 De acordo com o presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira, entidade organizadora do evento, foram atividades para todas as idades e gostos, espalhadas pela Arena Cultural, Caverna Literária, Café Literário e Botequim Literário. Sem contar com os 52 estandes, que corresponderam a mais de 300 editoras, as mais conceituadas do país.


A parte da manhã foi dedicada às escolas, com atividades para as crianças, na Caverna Literária. Para os jovens, as atividades iniciavam por volta das 14h, prosseguindo até o final da noite. Pelo evento passaram os maiores nomes da literatura nacional e internacional, além dos "talentos da terra", que lançaram livros, apresentaram espetáculos e participaram de mesas redondas.


Entre os 108 convidados da 6ª Bienal do Livro de Campos, estiveram Ferreira Gullar, Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura, Nelson Motta, Zeca Baleiro, Bia Bedran, Fátima Café, Laura Muller, Márcia Tiburi, Moacyr Scliar, Ana Botafogo, Elisa Lucinda, Tony Beloto, Gabriel Pensador, Thalita Rebouças e tantos outros, que encheram o espaço da bienal do livro. Prova de que o evento foi sucesso é que em determinados dias, por algumas horas, as portas foram fechadas, tamanha era a quantidade de pessoas dentro do espaço cultural montado na praça.

Estudantes da rede pública municipal e professores também ficaram satisfeitos com o evento. Além de poderem participar de atividades diversas, os alunos receberam a Notinha Legal, no valor de R$ 5,00, que poderia ser trocada por livros, assim como os professores, que receberam o Credlivro, no valor de R$ 50,00, para também ser trocado por exemplares.

 - Estamos todos de parabéns. O povo de Campos merecia um evento como este, de alto nível cultural - ressalta o presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira.


Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos

(Foto: César Ferreira/secretaria de Cultura)

Campos "respirou" cultura com, a Bienal do Livro

Os aferidores na entrada da 6ª Bienal do Livro de Campos registraram um total geral de 195.127 visitas nos 10 dias do evento, realizado na Praça São Salvador, descontados 3 mil pessoas por dia, incluindo funcionários e expositores. O público já é considerado recorde, o que também pôde ser observado nas vendas que aumentaram 60% nos estandes das livrarias e editoras em relação à última Bienal, segundo os livreiros e representantes de editoras. O comércio do entorno também faturou bastante com a Bienal. O aumento no movimento foi estimado em mais de 20% pelos comerciantes.


O presidente da organizadora do evento, a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira, garante que nunca aconteceu um evento de tal magnitude em toda a história da cidade. Ele enumerou os fatores que contribuíram para o sucesso do evento: a qualidade dos autores locais, nacionais e internacionais que se apresentaram, a organização e a participação de todas as camadas da sociedade. “Isso tudo junto à vontade política do governo, da nossa determinação e de uma equipe ímpar, em prol de um evento eminentemente cultural”, afiançou Avelino.


- Escritores e artistas famosos, brasileiros e estrangeiros fizeram questão de registrar que raramente tiveram a oportunidade de participar de uma Bienal do Livro tão organizada e com tanta participação popular. Em nome da Prefeitura agradeço a todos que acreditaram na nossa proposta, aos expositores, a mídia, incluindo os blogueiros, que deram toda a cobertura. A Bienal, enfim, mostrou que os campistas lêem, ao contrário do que muitos pensavam. Basta oferecer a eles o que ler - concluiu o presidente da Fundação Cultural.



Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos



(Fotos: César Ferreira/secretaria de Cultura)

Artistas de Campos dão show na "canja musical"

O que era para ser uma canja musical durante da 6ª Bienal do Livro de Campos se transformou em um show com platéia lotada. Tudo isso por causa da qualidade dos “artistas da terra” que se apresentaram nestes 10 dias de evento, na praça São Salvador.

Neste domingo foi a vez do Trio Musicatta, formado por Rogério maravilha nos teclados, Lenie Vieira no violoncelo e Monalisa Toledo no vocal. O trio apresentou o melhor da música popular brasileira, além dos nossos clássicos. No dia anterior (sábado, 13), quem se apresentou foi Sebastião Tizo e Gisela, com o melhor do Chorinho Brasileiro.



Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos

Nei Lopes, Clóvis e Márcia Bulcão falam e cantam Noel

O entusiasta e divulgador da cultura afro-brasileira, Nei Lopes, mostrou parte de seu conhecimento sobre samba num encontro em que foi abordada a obra de Noel Rosa, neste domingo (14), na Arena Cultural, no encerramento da 6ª Bienal do Livro de Campos. Nei Lopes ressaltou que Noel Rosa teve um papel fundamental para o nascimento do samba. “Foi ele que foi nos morros, nas comunidades faveladas, que deram origem ao samba. Conheceu Ismael Silva, Paulo da Portela. Noel foi ao encontro dessa gente, tornou-se parceiro e melhorou a obra deles”, disse Nei, que também ressaltou a atualidade e a universalidade da obra de Noel.


O encontro, mediado pelo jornalista Chico de Aguiar, e que teve o objetivo de traçar algumas considerações sobre o centenário de Noel Rosa, que será comemorado no dia 11 de dezembro de 2010, também teve a participação dos irmãos Clóvis Bulcão e Márcia Bulcão, ele escritor e ela musicista, que falaram um pouco sobre a pesquisa que fizeram para o livro e a apresentação musical inspirada na obra do Poeta da Vila, que tem corrido o Brasil.


Clóvis Bulcão é autor do livro “Noel – O Menino da Vila”, destinado ao público infanto-juvenil. No espetáculo do livro, apresentado horas antes também na Arena Cultural, Márcia Bulcão cantou músicas com letras didáticas compostas por Noel, como “A, e, i, o, u”, “A festa no céu” e “E não brinca não”. A plateia participou cantando junto e batendo palmas. No, fez algumas perguntas.


- Gostei muito do evento, porque estava lotado. Estava todo mundo aqui. A Bienal mostrou que é popular, é do povo. Na minha opinião, a Bienal deveria permanecer no centro. Afinal o artista tem de ir onde o povo está”, ressaltou Márcia Bulcão.


Clóvis Bulcão garantiu que o público de Campos foi um dos públicos mais “calientes” que eles tiveram. “Foi maravilhoso. O público, heterogêneo, cantou e bateu palmas. Achei ótimo. O evento foi muito bem organizado. Teve uma logística muito bacana”, afirmou.


O presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira, presenteou Nei Lopes com o livro “Roberto Ribeiro – o menino rei (A voz privilegiada do samba). O livro sobre o sambista campista, que foi intérprete de cerca de 12 músicas de Nei Lopes, escrito pela viúva do cantor, Liette de Souza Maciel, foi revisado, reeditado e publicado pela Fundação. O lançamento foi sábado (13) na Bienal.

Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos



(Fotos: César Ferreira/secretaria de Cultura)

Fabrício Carpinejar, Artur Gomes e Dedé Muylaert discutem poesia

O poeta e jornalista Fabrício Carpinejar e o também poeta Arthur Gomes, participaram da mesa de debates neste domingo (14), último dia da 6ª Bienal do Livro de Campos. “Poesia contemporânea”, foi o tema, com mediação do ator Dedé Muylaert. A mesa foi recheada de poesia, com platéia, que lotou a Arena Cultural, interagindo com os convidados mais do que especiais.


Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos




(Fotos: César Ferreira/secretaria de Cultura)



Priscila Camargo canta e conta histórias

As crianças viajaram pelo mundo da contação de histórias, na manhã deste domingo (14), na Tenda Cultural, marcando o último dia da 6ª Bienal do Livro de Campos. A atriz Priscila Camargo apresentou o espetáculo “Histórias da Mãe África”, dentro do projeto Trianon na Bienal, com música, belos figurinos e interessantes bonecos. Os músicos Marcelo Daguerre, (violão) e Anderson Vilmar (Percussão), acompanham Priscila em canções compostas especialmente para a peça. 


A montagem apresentou contos, mitos, lendas e histórias da tradição oral Africana, num trabalho de pesquisa que reúne nove histórias, de diferentes regiões da África, numa geografia não cartográfica, mas afetiva, religiosa e de tradições. A criançada que lotava a tenda interagiu com Priscila, cantando, batendo palmas e subindo a placo para dançar.


Priscila Camargo, atriz e contadora de histórias, ficou honrada com o convite para participar da Bienal. Ela se apresenta em Campos desde 1998, tendo participado de diversas edições da feira literária do município, além de congressos de educação. Especialista em montagens teatrais para o público infantil, a atriz achou importante a iniciativa de se realizar a feira em praça pública.


A Prefeitura de Campos está de parabéns. Fiquei impressionada com a multidão que visita a feira, confirmando o sucesso da idéia de sua realização na Praça. Aqui, o diferencial está na chance de o público interagir com os escritores e, também, com os artistas que aqui se apresentaram com espetáculos de dança, música e teatro. Formidável – elogiou Priscila, enquanto autografava livros e DVDs para a criançada. 


Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos

Roda de Leitura com Heloísa Crespo

A poetisa Heloísa Crespo, acadêmica da Academia Campista de Letras e da Academia Pedralva de Letras, coordenou na tarde deste domingo (14) a Roda Literária no Espaço Café da 6ª Bienal do Livro de Campos, que termina hoje na Praça do Santíssimo Salvador. 

O evento contou com apresentação de poetas e escritores, que recitaram poemas de suas autorias e de outros poetas. Versos dos poetas e escritores Rachel de Queiroz e Ferreira Gullar, homenageados desta Bienal, também foram lembrados, em especial.

A Roda Literária também teve a participação do poeta e escritor Roberto Acruche. Na plateia estavam a professora do IF-Flumienese, Edinalda Almeida, a historiadora Sylvia Paes e o ex-presidente da Associação de Imprensa Campista, Hérbson Freitas, entre outros.



Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos

(Foto César Ferreira/secretaria de Cultura)

Suzana Vargas, curadora da Bienal, autografa seu 16º livro

A curadora da 6ª Bienal do Livro, Suzana Vargas, relançou neste domingo (14), seu livro de literatura, “Leitura: uma aprendizagem de prazer”, resultado da dissertação de mestrado em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O livro está na sua 6ª edição, revista e ampliada com outros ensaios e publicada pela Editora José Olympio em 2009.

Um dos ensaios de “Leitura: uma aprendizagem de prazer” é sobre o Projeto “Roda de Leitura”, que Suzana Vargas realizou durante 13 anos (de 1992 a 2005) nos Centros Culturais Banco do Brasil (CCBB’s) do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O livro é destinado a pessoas que se interessam por leitura e é uma ferramenta de trabalho para professores.

Suzana Vargas - Com 16 livros de ensaios, literatura e poesia publicados e com uma folha de serviço bem grande na área literária, Suzana Vargas foi curadora de bienais no Rio de Janeiro,  São Paulo, Porto Alegre e Lisboa, capital de Portugal. Suzana também é criadora e coordenadora da Estação das Letras, espaço de oficinas de criação literária realizadas nos Centro Culturais mantidos pelo Banco do Brasil e no Centro Cultural dos Correios.

Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos



(Fotos: César Ferreira/secretaria de Cultura)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Bia Bedran encanta crianças a adultos na Bienal

Ela é sinônimo de festa por onde passa. E em Campos não podia ser diferente. No domingo (14), a compositora, cantora, atriz e educadora musical brasileira, Bia Bedran, mostrou que continua encantado gerações. Ela participou do Cinelivro, na Bienal de Campos, e prendeu a atenção da criançada com a divertida história “A menina do anel”, que foi apresentada em três sessões, tamanha foi a procura por seu espetáculo.

Na narrativa, que é uma autobiografia, uma menina pequena perde um anel e chora muito. Mas ao ganhar uma concha do mar, aprende que a vida nos dá lindos presentes e que, às vezes, é preciso perder para poder ganhar. Após a contação, Bia Bedran cantou algumas músicas que compôs para os personagens de seus livros. Antes de ir embora, deu autógrafo e tirou foto com o público – formado por crianças e adultos.


- Vocês não sabem o quanto eu gosto de estar entre vocês, através da música, dos livros, das palavras que contam a história do mundo e da memória – disse a artista, que desde a hora que chegou ao local, se encantou com a estrutura. “Essa caverna é maravilhosa e ficou muito boa para contar histórias. Que ideia maravilhosa de fazer essa Bienal aqui”, disse.

Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos


(Foto César Ferreira/secretaria de Cultura)

Zeca Baleiro lança livro na Bienal

Depois de participar da mesa “Quando a letra vira música”, o cantor e compositor Zeca Baleiro lançou na 6ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes, a sua primeira experiência literária na forma de livro, que tem como título “Bala na Agulha – Reflexões de Botecos, pastéis de memória e outras frituras” .

Antes do lançamento, que se transformou em uma tarde de autógrafos, Zeca Baleiro e o compositor Mauro Santa Cecília, parceiro de Frejat, do Barão Vermelho, deram uma aula sobre a forma de letrar melodias, cada um falando de suas experiências pessoais e respondendo perguntas de uma platéia que lotou a Arena Cultural da Bienal. O debate foi moderado por Aloysio Balbi.


Tanto Zeca Baleiro quanto Mauro Santa Cecília concordaram que a música é um importante vetor para tornar a poesia mais popular, inclusive, as poesias acadêmicas de poetas consagrados. Foi citado como exemplo, os casos de Cecília Meireles que teve um poema nacionalmente conhecido depois de musicado por Fagner e o de outro grande nome da poesia brasileira, João Cabral de Mello Neto, que teve “Morte e Vida Severina” musicado por Chico Buarque de Hollanda.


Segundo a curadora da Bienal, Suzana Vargas, o objetivo da mesa foi justamente debater esta questão que começa a ganhar corpo nos eventos culturais, até porque, grandes letristas acabam derivando para a literatura, como o caso mais representativo o de Chico Buarque de Hollanda, cujo livro “Leite derramado”, acaba de receber o prêmio Jabuti como de melhor livro do ano. Zeca Baleiro acaba de entrar para este time de compositores- escritores, o mesmo acontecendo com o outro convidado Mauro Santa Cecília, que já escreveu um livro intitulado “Cão com Cabelo”.


Extraído do sítio eletrônico da Prefeitura de Campos

(Fotos: César Ferreira/secretaria de Cultura)