Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bienal de Campos homenageia Raquel de Queiroz

(foto: Helena, extraída do site OyO.com.br)

"[...] tento, com a maior insistência, embora com tão

precário resultado (como se tornou evidente), incorporar

a linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à

língua com que ganho a vida nas folhas impressas. Não

que o faça por novidade, apenas por necessidade.

Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia

brigando por isso e fez escola."
Rachel de Queiroz


Rachel de Queiroz, nasceu em Fortaleza - CE, no dia 17 de novembro de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendendo, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar (sua bisavó materna — "dona Miliquinha" — era prima José de Alencar, autor de "O Guarani"), e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas em Quixadá, onde residiam e seu pai era Juiz de Direito nessa época.
Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. É considerada por muitos como a maior escritora brasileira.


Estreou em jornal em 1927, com o pseudônimo Rita de Queiroz. Em 1930, aos 20 anos, publicou "O Quinze", seu primeiro romance. Tratando dos flagelados e da pobreza nordestina, foi bem recebido pela crítica, tendo merecido comentários de intelectuais como Augusto Frederico Schmidt e Graça Aranha.

 
Na década de 1930, Rachel entrou para o Partido Comunista Brasileiro, desenvolvendo militância política em Pernambuco (em 1937, chegaria a ser presa).

Casou-se com José Auto da Cruz Oliveira em 1932. Na mesma época, colaborou como cronista para jornais e revistas e publicou uma série de traduções, de autores como Jane Austin, Balzac e Dostoievski.

Em 1937, saiu o romance "Caminho de Pedra". Dois anos depois, foi a vez de "As Três Marias". Em 1948, suas crônicas foram reunidas na antologia "A Donzela e a Moura Torta".

A autora estreou no teatro em 1953, com a peça "Lampião". Em 1958, publicou "A Beata Maria do Egito".

Nos anos 1960, Rachel de Queiroz passou a colaborar com o governo militar, sendo nomeada para integrar o Conselho Federal de Educação em 1967.

Em 1969, lançou "O Menino Mágico", seu primeiro romance infanto-juvenil. Em 1975, publicou o romance "Dora Doralina". Dois anos depois, tornou-se a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras.

Traduzida para diversos idiomas, tendo ainda livros adaptadas para o cinema e a televisão, Rachel de Queiros obteve amplo reconhecimento por sua obra. Em 1989, a José Olympio Editora publicou sua "Obra Reunida", em cinco volumes.

Em 1992 escreveu "Memorial de Maria Moura", romance que lhe trouxe diversos prêmios, entre eles o prestigiado Camões, dedicado ao melhor autor do ano em língua portuguesa.

Rachel de Queiroz chegou aos 90 anos afirmando que não gosta de escrever e o fazia para se sustentar. Ela lembrava que começou a escrever para jornais aos 19 anos e nunca mais parou, embora considere pequeno o número de livros que publicou. “Para mim, foram só cinco, (além de O Quinze, As Três Marias, Dôra, Doralina, O Galo de Ouro e Memorial de Maria Moura), pois os outros eram compilações de crônicas que fiz para a imprensa, sem muito prazer de escrever, mas porque precisava sustentar-me”, recordou ela. “Na verdade, eu não gosto de escrever e se eu morrer agora, não vão encontrar nada inédito na minha casa”.


Faleceu, dormindo em sua rede, no dia 04-11-2003, 13 dias antes de completar 93 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Deixou, aguardando publicação, o livro "Visões: Maurício Albano e Rachel de Queiroz", uma fusão de imagens do Ceará fotografadas por Maurício com textos de Rachel de Queiroz.


Pelo conjunto de sua obra, em 1996, recebe o Prêmio Moinho Santista.
Recebe, em 06-12-2000, o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Em 2003, é inaugurado em Quixadá (CE), o Centro Cultural Rachel de Queiroz.

Obras:

Romances:

- O quinze (1930)

- João Miguel (1932)

- Caminho de pedras (1937)

- As três Marias (1939)

- Dôra, Doralina (1975)

- O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)

- Obra reunida (1989)

- Memorial de Maria Moura (1992)



Literatura Infanto-Juvenil:
- O menino mágico (1969)

- Cafute & Pena-de-Prata (1986)

- Andira (1992)

- Cenas brasileiras - Para gostar de ler 17.



Teatro:
- Lampião (1953)

- A beata Maria do Egito (1958)

- Teatro (1995)

- O padrezinho santo (inédita)

- A sereia voadora (inédita)



- Crônicas:

- A donzela e a moura torta (1948);

- 100 Crônicas escolhidas (1958)

- O brasileiro perplexo (1964)

- O caçador de tatu (1967)

- As menininhas e outras crônicas (1976)

- O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)

- Mapinguari (1964)

- As terras ásperas (1993)

- O homem e o tempo (74 crônicas escolhidas}

- A longa vida que já vivemos

- Um alpendre, uma rede, um açude: 100 crônicas escolhidas

- Cenas brasileiras

- Xerimbabo (ilustrações de Graça Lima)

- Falso mar, falso mundo - 89 crônicas escolhidas (2002)



Antologias:
- Três romances (1948)
- Quatro romances (1960) (O Quinze, João Miguel, Caminho de Pedras, As três Marias)
- Seleta (1973) - organização de Paulo Rónai



Livros em parceria:

- Brandão entre o mar e o amor (romance - 1942) - com José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Aníbal Machado e Jorge Amado.

- O mistério dos MMM (romance policial - 1962) - Com Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Jorge Amado, José Condé, Guimarães Rosa, Antônio Callado e Orígines Lessa.

- Luís e Maria (cartilha de alfabetização de adultos - 1971) - Com Marion Vilas Boas Sá Rego.

- Meu livro de Brasil (Educação Moral e Cívica - 1º. Grau, Volumes 3, 4 e 5 - 1971) - Com Nilda Bethlem.

- O nosso Ceará (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), relato, 1994.

- Tantos anos (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), auto-biografia, 1998.

- O Não Me Deixes – Suas Histórias e Sua Cozinha (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), 2000.

A escritora também traduziu 45 livros ao longo de sua vida.


A VI Bienal do Livro de Campos vai prestaruma homenagem ao centenário de Raquel de Queiroz.  A obra da tradutora, romancista, escritora, jornalista e dramaturga brasileira que faria 100 anos de vida no próximo dia 17 será exposta ao redor do Monumento ao Expedicionário Desconhecido, monumento que faz parte da decoração da Bienal, já que a estrutura do evento, ocupa toda a praça do Santíssimo Salvador.

Além da homenagem a Rachel de Queiroz, a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima também presta uma homenagem ao poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro, José Ribamar Ferreira, o Ferreira Gullar.

Autor do Rio vence o Concurso de Contos

O vencedor do XX Concurso de Contos José Cândido de Carvalho foi Marcus Vinícius Teixeira Pereira, do Rio de Janeiro-RJ, com o conto “Diadiadorim”.

O segundo lugar foi para Saint-Clair Machado de Mello, de Niterói-RJ, com o conto “O dia em que José Cândido chegou ao céu”.

O terceiro lugar ficou com o único autor de Campos premiado, Gildo Henrique de Azeredo, que escreveu o conto “O Segredo do Capitão Garrafa”.

Em quarto lugar ficou Luís Pimentel, também do Rio de Janeiro-RJ, com “Irmandade”.

O quinto lugar ficou com Emir Ross, de Porto Alegre-RS com “Alícia”.


Os vencedores ganharão 10 mil reais em prêmios, que serão divididos entre os cinco primeiros colocados, sendo R$ 3 mil para o primeiro colocado, R$ 2.500 para o segundo, R$ 2 mil para o terceiro, R$ 1.500 para o quarto e R$ 1 mil para o quinto colocado.

O Concurso Nacional de Contos, realizado pela Prefeitura de Campos, através da FCJOL tem elevado o nome de Campos dos Goytacazes no ambiente literário de todo o Brasil, pois tem atraído autores de talento, alguns inclusive com obras de valor reconhecido por críticos literários de vários estados brasileiros.

Autor de "Meu nome não é Johnny" e "Bussunda, a vida do Casseta" na Bienal de Campos

Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema. Guilherme Fiuza (Rio de Janeiro, 1965) é jornalista desde 1987, já trabalhou em diversos jornais, portais de internet, e também como assessor político. Foi colunista no extinto portal "NoMínimo". Atualmente, é colunista da Revista Época, na qual publica, quinzenalmente, artigos sobre a política nacional. No site da revista, assina o blog Política e Tudo Mais.


Na carreira literária, ficou conhecido pelo livro Meu Nome Não é Johnny, que trata da história real de João Guilherme Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro que se envolve com o tráfico de drogas nos anos 90. O livro se tornou mais conhecido através de sua adaptação para o cinema, protagonizada por Selton Mello (que interpreta João Guilherme Estrella) e dirigida por Mauro Lima, em 2008.


Seu livro mais recente é Bussunda - A Vida do Casseta, que retrata a vida e a carreira do humorista Bussunda, membro do grupo Casseta & Planeta, falecido em 2006.
Meu nome não é Johnny - Editora Record, 2004

3000 dias no bunker - Editora Record, 2006

Amazônia, 20º Andar: De Ipanema para o topo do mundo, uma jornada na trilha de Chico Mendes - Editora Record, 2008

Bussunda - A vida do casseta - Editora Objetiva, 2010



Do blog do Guilherme Fiuza, extraímos o artigo abaixo, publicado no último dia 30 e que, pela fina ironia, vale a pena ser lido. É sobre a medida anunciada pelo MEC, de proibir obras de Monteiro Lobato nas escolas:

Sobrou para a Emília
A História do Brasil está sendo corrigida aos poucos. A república sindical está se encarregando de reescrever os mal-entendidos anteriores à chegada do messias do ABC.

 
Finalmente o país começa a conhecer sua verdadeira realidade – aquela que cabe nas cartilhas do PT, e pode ser recitada com orgulho pela militância. É a revolução cultural dos companheiros.
Há 20 anos, o jornal “O Planeta Diário” estampava a manchete profética: “Lula quer fazer reforma agrária no Sítio do Picapau Amarelo”.


O dia chegou. Com a bravura revolucionária de um Stédile, o Conselho Nacional de Educação invadiu o famoso sítio de Monteiro Lobato, disposto a acabar com aquele blábláblá literário improdutivo de direita.


O primeiro tiro atingiu em cheio as “Caçadas de Pedrinho”, uma obra tipicamente burguesa que não cabe nas cartilhas petistas. Os conselheiros de Lula entraram decididos a fazer o resgate social de Tia Nastácia – a negra confinada na cozinha por Dona Benta, agente da elite branca.


Com a decisão do Conselho Nacional de Educação de proibir “Caçadas de Pedrinho” nas escolas, a desigualdade social recebe um duro golpe.


A medida deverá ter conseqüências importantes, como evitar que os netos e bisnetos de Tia Nastácia se tornem favelados, à margem da sociedade de consumo. O passo seguinte talvez seja processar Monteiro Lobato por racismo.


Esta será uma medida de execução mais complexa, considerando-se a dificuldade de localizar o dono do Sítio. A esta altura, ele deve estar foragido.


Mas isso é uma questão de tempo. Não há informação que resista aos arapongas da inteligência do PT.


Todo mundo sabe que Monteiro Lobato é o pai de Emília, a boneca falante. Com um interrogatório bem feito, a bonequinha acaba entregando o paradeiro do pai, esse latifundiário racista.


Parabéns ao Conselho Nacional de Educação. E atenção, conselheiros: há outras obras perigosas nesse sítio, como “Reinações de Narizinho” e “A reforma da natureza”. Destruam tudo enquanto é tempo. No Brasil de Lula e Dilma não pode haver mais espaço para esses atentados contra o povo, disfarçados de literatura infanto-juvenil.


Deixem as escolas ensinarem a história do filho do Brasil, a obra-prima do novo Descobrimento. O resto é ideologia burguesa.


Da matéria sobre a decisão do MEC, um pequeno trecho:
O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão colegiado independente ligado ao Ministério da Educação (MEC), publicou nesta (semana passada) semana no Diário Oficial da União a súmula de um parecer a respeito do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, e sobre obras em geral que contenham trechos considerados racistas e que são distribuídas em escolas públicas.


O parecer aponta assuntos tratados com preconceito no livro, como os negros e as religiões africanas, quando se refere à "personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas". Em um trecho do livro, por exemplo, a personagem Emília (do Sítio do Pica-Pau Amarelo) diz: "É guerra, e guerra das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Nastácia, que tem carne negra".


A obra de Monteiro Lobato faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) e é distribuída em escolas públicas de todo o país.

Ex- "Barão do Pó" e hoje, produtor musical, João Estrella estará na VI Bienal de Campos


Juntamente com Guilherme Fiuza, estará em Campos na VI Bienal do Livro João Guilherme Estrella, ex-traficante, considerado o "barão do pó" no Rio de Janeiro e hoje, após a prisão e o fim da dependência das drogas e, obviamente, de seu sucesso com o filme "Meu nome não é Johnny", com Selton Melo fazendo seu papel, é produtor musical com seu primeiro CD, com músicas produzidas nos tempos do cárcere.  

O garoto que estudou nos melhores colégios da cidade, conheceu a cocaína aos 23 anos e se tornou o maior traficante de drogas da Zona Sul do Rio de Janeiro.


O carioca João Guilherme Estrella tem uma história como poucas. Entre 1989 e 1995, chegou a ser o principal distribuidor de drogas para a elite do Rio de Janeiro, credencial que lhe franqueou acesso às melhores festas da cidade e a transações milionárias.

No auge de sua carreira, recebeu 150 000 dólares em uma única partida de cocaína para a Europa. Em seguida, foi preso e condenado a dois anos de reclusão. Primeiro, na carceragem da Polícia Federal, espremido numa cela com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Depois, num manicômio judiciário.

Aos 46 anos, está casado com uma advogada, pretende ter um filho, trabalha como produtor musical, prepara-se para lançar um CD e é o protagonista do livro que virou filme de sucesso "Meu Nome Não É Johnny (Ed. Record)", escrito pelo jornalista Guilherme Fiuza. O filme homônimo, com Selton Mello no papel principal, já foi visto por quase 1 milhão de pessoas.


Numa entrevista à Veja, ele conta sua história e este blog extraiu um trecho, que segue abaixo:
Veja – Como se sente com essa exposição toda que o senhor ganhou em decorrência do filme e do livro?


Estrella – Eu só recebo parabéns. Não contei a minha história para passar mensagens do tipo faça isso, não faça aquilo. Mas é muito bacana que as pessoas tenham entendido que isso é uma volta por cima. Eu me sinto como se estivesse encerrando um ciclo, com o disco que vou lançar agora. A principal coisa que o consumo de drogas fez comigo foi me dispersar, desviar-me dos objetivos principais da minha vida. A última lembrança que tenho de algo que eu queria muito na minha adolescência era ser músico. Por isso, esse disco é um ciclo que se fecha. Agora posso me considerar uma pessoa pronta para seguir adiante.

Gabriel Ba e Fábio Moon na VI Bienal


Com a mediação do jornalista de O Diário Cássio Peixoto, apaixonado por quadrinhos, estarão na bienal de Campos os irmãos Gabriel Ba e Fábio Moon. Da nova geração de quadrinistas, já bastante conhecidos e premiados, Gabriel e Fábio certamente serão uma atração para aqueles que se interessam por quadrinhos e charges.   


Fábio e Gabriel são irmãos gêmeos. Fábio é formado em Artes Plásticas pela FAAP, gosta de dança de salão e músicas cantadas por mulheres. Gabriel é formado em Artes Plásticas pela ECA-USP, não lê jornal e gosta de estar na companhia dos amigos. Fábio e Gabriel são irmãos. Gêmeos.


 
Eles cresceram juntos, sempre moraram juntos e trabalham juntos. Já publicaram no Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha e Itália. Já ganharam os prêmios Jubuti, Eisner, Harvey, HQ Mix, Angelo Agostini e o Xeric Foudation Grant.


 
Eles sabem que ninguém é uma ilha e a importância que uma pessoa tem na vida de outra e é isso que eles querem contar em suas histórias. Hoje, produzem a série Daytripper para a editora americana Vertigo e têm uma tira aos sábados na Folha de São Paulo, chamada Quase Nada.


O primeiro trabalho notável dos irmãos foi o fanzine independente no estilo underground chamado 10 pãezinhos, que chegou a 40 números e rendeu muitos elogios aos dois. Já foram publicados 5 livros dos "10 pãezinhos": "O Girassol e a Lua" (2000, Via Lettera), "Meu Coração, Não Sei Por Quê." (2001, Via Lettera), "CRÍTICA" (2004, Devir), "Mesa para Dois" (2006, Devir) e "FANZINE" (2007, Devir).


Eles lançaram mais 3 revistas independentes no Brasil: "ROCK'N'ROLL" (2004), em parceria com Bruno D'Angelo e Kako; "Um Dia, Uma Noite" (2006) e "5" (2007), em conjunto com a americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e o gaúcho Rafael Grampá. Esta última revista ganhou o Eisner Award 2008 de melhor antologia, junto com a hq digital "Sugarshock", escrita por Joss Whedon.

Em 2007, lançaram uma adaptação de "O Alienista", livro de Machado de Assis, premiada com o Prêmio Jabuti de "Melhor livro didático e paradidático de ensino fundamental ou médio". Pelo selo Vertigo da DC Comics, Moon e Bá lançarão a hq Daytripper, minisérie em 10 edições, desenhada e escrita por eles e colorida por Dave Stewart.
Desenham “BPRD: 1947″, escrita por Mike Mignola e Josh Dysart, têm uma tira dominical na “Folha de São Paulo”, chamada “Quase Nada”, e uma página de Quadrinhos na revista mensal “Época São Paulo”.

Prêmios.
Jabuti: Melhor livro didático e paradidático para ensino médio ou fundamental - O Alienista - Fábio Moon e Gabriel Bá

Eisner Awards: Best Anthology - 5 - Fábio Moon, Gabriel Bá, Becky Cloonan, Vasilis Lolos e Rafael Grampá (2007).
Best limited series - The Umbrella Academy - Gerard Way e Gabriel Bá (2007).
Best digital comic - Sugarshock - Joss Whedon e Fábio Moon (2007)

Harvey Awards: Best new series - The Umbrella Academy - Gerard Way e Gabriel Bá (2007). Best artist - Gabriel Bá (2008)


Scream Awards: Best comicbook artist - Gabriel Bá - The Umbrella Academy

Xeric Foundation Grant - Roland (1999)

Angelo Agostini: Melhor Desenhista - Fábio Moon e Gabriel Bá (2005, 2006).
Melhor Roteirista - Fábio Moon e Gabriel Bá (2004)

HQ Mix: Homenagem - Destaque Internacional - Fábio Moon e Gabriel Bá (2008).

Melhor Edição Especial Nacional - 10 Pãezinhos: Mesa para dois (2006).
Melhor Revista Independente - 10 Pãezinhos: Um dia, uma noite (2006).
Melhor Blog de Artista - Os Loucos Underground (2003, 2004, 2005, 2006).
Melhor Edição Especial Nacional - 10 Pãezinhos: CRÍTICA (2004).
Melhor Desenhista Nacional - Fábio Moon e Gabriel Bá (2004, 2006)
Desenhista Revelação - Fábio Moon e Gabriel Bá (1999)
Melhor Fanzine - 10 Pãezinhos (1999)

Mãe aos 10 anos

Uma menina de 10 anos deu à luz no sul da Espanha, informaram as autoridades nesta terça-feira (2). Ainda não foi decidido se ela e sua família vão manter a custódia do bebê.


A criança nasceu na semana passada em Jerez de la Frontera, segundo Micaela Navarro, ministra de Assuntos Sociais da região da Andalusia. Ela disse que o pai da criança também é menor.
Mãe e bebê -cujo sexo não foi divulgado- passam bem.

A imprensa local disse que a mãe é de origem romena. Médicos ouvidos pelo "Diario de Jerez" disseram que a menina afirmou que, em seu país, é comum meninas terem filhos nesta idade.
Médicos afirmam que adolescentes correm riscos maiores durante a gravidez. Elas têm mais chance de ter filhos prematuros ou que morrem com menos de um ano.

(do site G1)

Um bebê branco e um negro, mas são gêmeos


A britânica Shirley Wales deu à luz um bebê negro, Leo, e uma bebê branca, Hope, com diferença de apenas um minuto, segundo a imprensa local.

Hope, com pele clara, olhos azuis e cabelo liso, parece com o pai, mas Leo tem a pele negra e os cabelos e olhos castanhos de sua mãe, que é de Granada.
Leo nasceu primeiro, com 2,6 kg, e foi seguido por Hope, com 2,8 kg, no hospital distrital de Dewsbury, em West Yorkshire, há 14 semanas.
Shirley, que tem 21 anos, disse que sabia que ia ter gêmeos, sabia que seriam um menino e uma menina, mas jamais poderia imaginar como eles seriam diferentes no tom da pele.
Ela chegou a brincar que as crianças poderiam ser uma branca e uma negra, e disse que iria batizá-los de Ébano e Marfim, mas depois mudou de ideia.

(matéria do site G1)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nomes que estarão na Bienal do Livro

De 5 a 14 de novembro teremos em Campos dos Goytacazes a Bienal do Livro, que vai contar com as presenças de Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Ferreira Gular, Laura Muller, Elisa Lucinda, os astronautas Marcos Pontes e a iraniana Anousheh Ansari, além do astrônomo Ronaldo Rogério Mourão, Gabriel, o Pensador, Ivan Zigg, Fátima Café, Benita Prieto, André Trigueiro, Ana Botafogo, Mauro Santa Cecília, Zeca Baleiro, Luis Fernando Veríssimo, Ruy Castro, ZAuenir Ventura, Sérgio San'tana, Ondjaki, Moacyr Scliar, Fabrício Carpinejar, Töny Belloto, Viviane Mosé, Fábio Moon e Gabriel Ba, entre outros nomes importantes da nossa cultura.

Também teremos os campistas Adriano Moura, Maria Helena Gomes, Aristides Arthur Soffiati Netto, Artur Gomes, Joel Melo, Edinalda Almeida, Cláudio Andrade, entre outros, como palestrantes, ao lado de alguns nomes nacionais. Como mediadores, teremos Dedé Muylaert, Wilma Oliveira, Arlete Sendra, Chico de Aguiar, Márcia Luzia, Gustavo Soffiati, Vitor Menezes, Wesley Machado, Winston Churchill, Frânio Abreu, Márcia Cristina Lisboa, Cássio Peixoto, Martinho Santafé e Aloysio Balbi, entre outros.

Nos espetáculos, teremos muitos artistas de Campos, nas esferas do teatro, animação, contação de histórias e música. Nossos autores estarão autografando livros recém lançados e outros que serão lançados na Bienal.

A Bienal do Livro é nossa, da cidade de Campos

Estamos trabalhando a VI Bienal do Livro desde o final do ano passado. Convidei o professor Weiner para me auxiliar na organização. Conversamos com a prefeita Rosinha e começamos a caminhar. Em novembro, tínhamos o primeiro projeto. Todavia, o espaço da Fundação Rural não estava sendo bem aceito pelos expositores e o fracasso das últimas duas bienais afastaram as editoras e grandes livrarias.

Buscamos outro espaço. Conversamos com o reitor da UENF. Visitamos o IF, pensamos num outro local e não conseguimos um ideal. Numa das reuniões disse que um evento cultural de grande porte, num governo popular, deveria ser realizado para toda a sociedade e que, mesmo aqueles que não têm o costume de ler ou comprar livros, deveria ter acesso facilitado à Bienal. A Praça do Santíssimo Salvador,  a meu ver, era o local ideal.

Pedimos o projeto da praça e ele foi feito. 170 metros de comprimento por 20 de largura. Ideal para a Bienal. Mas precisávamos de um espaço diferenciado para os espetáculos infantis. Aumentamos em 20 metros, numa tenda redonda que cobrirá o chafariz, que se tornará uma arena. O conforto e comodidade foram pensados e, pela primeira vez, teremos um espaço totalmenmte climatizado.

Rosinha foi injustamente afastada da Prefeitura e Nelson Nahim manteve seus projetos e um deles, é a Bienal do Livro. Os livreiros estavam arredios e o prefeito ligou para o presaidente da Associação Nacional dos Livreiros, garantindo a Bienal e acrescentando que seria a melhor já realizada no município.

Pedi a Weiner que entrasse em contato com a sociedade organizada para que o evento tivesse uma participação das entidades e instituições afins. Até então, Weiner era apenas um colaborador. Mas sua experiência em organização de eventos e sua empresa, a WTC, concorreu e venceu a licitação para organizar o evento. Valeu sua experiência adquirida ao longo dos anos em congressos e seminários. Mesmo que não vencesse a concorrência, Weiner estaria conosco, como colaborador.

Suzana Vargas foi cogitada por nós (eu e a diretora do Departamento de Literatura da FCJOL, Nana Rangel). E foi contratada por Weiner. Ela atuou como curadora em diversas bienais (Rio, São Paulo, Lisboa) e tem o contato direto com escritores do Brasil e muitos do exterior. A estrutura está sendo montada por uma empresa de excelência, que venceu a concorrência no pregão, a Sueth, de Eduardo Sueth.

Teremos, enfim, uma Bienal com a participação da sociedade, com diversos parceiros da iniciativa privada, com o governo unido em torno do evento que vai contar com a participação do povo, justamente por ser num local de fácil acesso e por contar com atrações que devem agradar a todos.

Da mesma maneira que ousei na radical mudança da Festa do Santíssimo Salvador em 2009, feito repetido com êxito em 2010, ouso agora com a Bienal do Livro. Espero que Dê tudo certo, até porque tenho uma equipe excelente comigo, cuidando com muito carinho desta VI Bienal. Fiz questão de colocar em destaque muitos nomes de Campos ao lado dos grandes nomes nacionais e internacionais.

Espero receber o apoio da nossa mídia (agradeço o apoio que tenho recebido até hoje na Fundação Oswaldo Lima) pois Campos merece entrar no roteiro dos autores de renome. Para tanto, esta Bienal deve ser prestigiada e os meus desafetos devem ter em mente que, torcer contra a Bienal, é torcer contra a nossa cidade.      

Serra vence em Campos

O candidato tucano, José Serra, teve mais votos que Dilma, em Campos. Para surpresa de muitos e a alegria de quem abraçou a campanha tucana. Serra conquistou 124 mil e 141 votos e Dilma, 110 mil e 731 votos.

Resta saber, agora, o que a eleita vai fazer para evitar a redistribuição dos royalties do petróleo. E o que os seus simpatizantes em Campos farão a respeito. Ficarão com Dilma, caso ela queira redistribuir, ou se ficarão com Campos, na luta pela manutenção.