Avelino Ferreira, 63 anos, brasileiro, casado, sete filhos, sete netos. Jornalista; escritor; professor de Filosofia.







domingo, 5 de setembro de 2010

Caminhada em Santa Maria e Santo Eduardo

Hoje, reforçamos a campanha em caminhadas por Santa Maria de Campos e Santo Eduardo, conversando com as pessoas, sugerindo uma reflexão sobre o que fez o Garotinho pelos distritos e o que está fazendo Sérgio Cabral. Muitos fizeram piada sobre o atual governador, dizendo que ele corre o risco de, se um dia pensar em visitar Santa Maria, seguir direto para o Espírito Santo, estado vizinho. Em verdade, a população está consciente de que Cabral nada fez pelo Estado e muito menos pelo interior do Estado. 

Em nome de Rosinha Garotinho, apresentamos seus candidatos nas próximas eleições e fomos muito bem recebidos. Constata-se, em todos os lugares que vamos, o carinho que a população tem para com Rosinha. E, mesmo sem dinheiro, contando com o apoio de amigos, dá gosto ir às ruas. Assim, embora cansativas, as caminhadas têm sido alegres e o bom humor contagia. Em Santa Maria, encontrei muitos amigos, entre os quais "seu" Arnaldo, que tem um carinho especial pela terceira idade e apóia integralmente o grupo de idosos da localidade.

Não foi diferente em Santo Eduardo. Abaixo, algumas fotos da caminhada de hoje, tiradas com uma máquina amadora e um fotógrafo amador:   







Reflexão sobre o "lulismo"

Lula e a ética do dominado
Avelino Ferreira*

Após observar o Governo Lula sinto reforçada a idéia de que precisamos de uma filosofia latino-americana. O operário-Presidente nada diz que nos dê uma perspectiva para sair do jugo europeu (mente) e americano (corpo), pois está reproduzindo o que aprendeu, ou seja, a ética do opressor ou a assimilação de tudo aquilo que desejam os dominadores. Lembremos que uma assertiva muito comum por aqui foi “o que é bom para os americanos é bom para os brasileiros”. Por isso continuamos a querer ser como eles, sendo este o caminho (único) do “desenvolvimento”.

A questão a ser posta para um amplo debate, penso eu, é a da subjetividade do dominado. O dominado se vê como criança que um dia se tornará adulto. Seu desenvolvimento deve ser “natural”, entendendo-se “natural” o que o sistema eurocêntrico (e americanocêntrico) nos diz ser e, sendo eles os modelos de “adultos”, obviamente devemos ser como eles. Dessa maneira, o dominado é levado a desejar ser como o dominador, o “adulto”. Não tem consciência de que jamais o será. Ao contrário, será sempre o escravo, criado e mantido para servir.

É assim que age o dominado quando assimila a ética do opressor. E é assim que o opressor o mantém sob seu domínio, sem necessariamente tê-lo como colono. Até porque já o somos enquanto pensamento e enquanto entrega da nossa corporeidade. O nosso discurso é o do desenvolvimento, do consumo, do bem-estar a partir do consumo. Tudo, enfim, que o dominante quer que falemos e façamos. Ao assimilar tal discurso, seremos sempre dominados, vitimados.

Ainda há uma saída, pois os dominantes não eliminaram o “nacional” que há em nós. O que temos que fazer é assumir esse nacional, contrapô-lo à maneira pela qual nos enfiam goela abaixo a globalização e adotarmos uma ética própria, uma ética do dominado, da vítima, como propõe, entre outros, Enrique Dussel. Na verdade, o filósofo propõe uma ética global periférica e não nacional.

Com um novo pensamento, uma ética própria, por certo evitaríamos a perpetuação do eurocentrismo e do americanocentrismo e trilharíamos o nosso próprio caminho sem que tenham que nos dizer do que devemos gostar, qual modelo seguir, o que temos que pensar, mesmo quando nos insurgimos. Sim, pois até a insurgência ou o contradiscurso é-nos dado pelos opressores. Sequer nos perguntamos o porque de adotarmos o mesmo sistema que nos escraviza. Talvez porque não tenhamos a consciência de que somos escravos.

Os europeus dominam as nossas mentes (é uma dominação formal) e os americanos dominam os nossos corpos (via práxis). Quando Lula fala em desenvolvimento, está claro que se refere ao desenvolvimento dos dominadores. Então, não temos perspectiva de liberdade, de uma vida que não seja a de robôs cujas memórias são limitadas pelos criadores do nosso pensamento.

Quando sustentamos a idéia de um contradiscurso à ética que nos foi imposta, utilizando argumentos extraídos da nossa raiz de dominados e não os argumentos que nos são dados pelos próprios europeus (e americanos), somos vítimas das vítimas que não se sabem vítimas. Enfrentamos a ironia dos cínicos e dos que ainda não entenderam que temos que fazer a negação da negação e olharmo-nos como o outro em relação ao europeu – americano. Por tudo isso, a maneira de governar de Lula conduz ao aprofundamento do abismo que nos separa de nós mesmos.

Jornalista, licenciado e pós-graduado em Filosofia*

(artigo publicado no jornal O Diário em 2008)

A Educação de Cabral

Do Blog do Garotinho a nota abaixo, que merece uma reflexão:

Vejam a calamidade que está acontecendo na educação, sob o comando de Cabral. A manchete de O Globo é escorregadia, tenta induzir os leitores a pensarem que o problema da queda das matrículas começou em 2006, no último ano de Rosinha. Mas no texto da matéria não há margem para dúvidas, em 2006, no último ano do governo Rosinha havia 87.244 matrículas a mais, do que no ano passado.
Ou seja, nos três anos do governo Cabral, em vez de aumentar o número de matrículas no ensino médio, uma vez que a população de crianças e adolescentes cresceu, aconteceu o contrário. Em 2009, houve 87.244 matrículas a menos. Estamos andando para trás, e muito para trás.
Na qualidade do Ensino Médio, com Cabral, o Estado do Rio caiu para a penúltima colocação. Foi reprovado e lamentavelmente hoje, só estamos à frente do Piauí.
Agora mais essa. Em matéria de matrículas, o Estado do Rio foi o que teve o pior desempenho nos últimos três anos. Isso é incontestável. Ou será que Cabral vai querer inventar outra história e dizer que essa redução é porque todo mundo está com dinheiro sobrando e correu para as escolas particulares? Bem, pra quem já disse que os traficantes das comunidades com UPP trocaram o fuzil pelo lápis e o caderno e foram para a escola estudar, tudo é possível.
Esses números da matéria revelam na verdade, uma grande tragédia social. Cabral e sua secretária de Educação, Teresa Porto – que foi indicação de Jorge Picciani e que nunca pisou numa sala de aula – vão entrar para a história como os carrascos da educação no Rio. Mas afinal educação para eles é fazer compras superfaturadas de laptops, negociatas para alugar aparelhos de ar condicionado.
Na educação, os dois (na foto do alto) estão conseguindo índices dignos do Maranhão, estado do grande amigo e guru político de Cabral, o senador José Sarney. Com Cabral o Rio de Janeiro vai mal.

sábado, 4 de setembro de 2010

Caminhada em Vila Nova

Hoje, eu e um grupo de amigos, inclusive a nossa companheira Euzi Peixoto, o sargento Emílio, estivemos reforçando a campanha pró Peregrino e Garotinho em Vila Nova. Tenho muitos amigos naquele distrito. Para evitar perseguição daqueles que só sabem fazer campanha à base de pressão a funcionários (estatutários ou não), não vou citar seus nomes. Mas foi muito bom, porque sei que muitos de meus colegas do Estado (professores, funcionários) e alunos, tornaram-se amigos, aos quais prezo.
Fizemos uma caminhada alegre, tivemos uma receptividade excelente e tivemos a certeza do reconhecimento da comunidade de Vila Nova a tudo que Garotinho e Rosinha fizeram pelo distrito e pela região. As pessoas, inclusive, lembraram das obras realizadas pelo casal. Alguns, com mais de 30 anos, comentaram sobre um passado recente, quando não havia asfalto: "isso aqui era lama pura, quando chovia e o asfalto que Garotinho fez foi uma bênção". Outros citaram muitas outras obras, inclusive do Garotinho quando foi prefeito e da Rosinha governadora. Outros ainda questionaram: "o que o governador Sérgio Cabral fez por Vila Nova ou pela região até agora?" E a resposta é: "nada!"

Levamos aos moradores de Vila Nova a mensagem da Rosinha, que tem muito carinho pela comunidade e constatamos o carinho que a comunidade tem por ela.
Abaixo, algumas fotos de uma colega que fez questão, embora não seja profissional, de registrar a caminhada que contagiou Vila Nova na manhã alegre deste sábado:



"O Invencioneiro..." estréia na Casa de Cultura


(fotos: César Ferreira)
As crianças adoraram. Os adultos, juntamente com elas, ficaram encantados. A história de José Cândido de Carvalho e seus personagens fantoches é mais uma ação cultural da Fundação Jornalista Oswaldo Lima, que conta com uma equipe excelente de pessoas comprometidas com as nossas raízes. 

A apresentação de estréia ocorreu ontem à tarde, na Casa de Cultura José Cândido de Carvalho, em Goitacazes e a peça vai ser apresentada nas demais casas de cultura, no Museu Olavo Cardoso, no Palácio da Cultura, nas escolas do município e, por gerar encantamento, por certo, vai ser encenada permanentemente. É o nosso desejo.   

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Garotinho pede votos para Roberto Henriques


Garotinho, após o comício em Campos, na Praça São Salvador, foi à São Francisco do Itabapoana no comício organizado em apoio ao candidato a deputado Roberto Henriques. Foi uma festa a chegada do Garotinho que, ao discursar, falou do amigo de mais de 30 anos Roberto Henriques.

Discorreu sobre sua importância no processo histórico da cidade de Campos, seu apoio fundamental no desmoronamento do sistema corrupto que existia na cidade e na eleição da Rosinha, injustamente afastada pelo TRE por ter concedido entrevista a ele, em seu progframa de rádio, no dia 14 de junho de 2008, antes da campanha eleitoral.

Pediu votos para Peregrino (22) e Waguinho (707) e falou um pouco sobre o que fes como governador no município e na região e perguntou ao povo que obras o atual governador trouxe para São Francisco e região, sabendo que a resposta seria: nenhuma.

Rosinha recebe homenagem

(Fotos: Anaceli Nuffer)

O Centro Cultura Musical prestou  na tarde de ontem uma linda homenagem à Rosinha Garotinho, antes de seu regresso ao Rio de Janeiro. Visitando a escola de música criada e dirigida pelo maestro Jony Willian, Rosinha conheceu uma orquestra  iniciante e uma outra, a de nível intermediário, que irá representar Campos e o Brasil no encontro de orquestras que será realizado em La Paz, na Bolívia. São alunos do projeto desenvolvido pela Ong Orquestrando a Vida, que atua com crianças e jovens, principalmente da periferia.

São, ao todo, 1183 alunos atendidos pelo projeto em vários núcleos espalhados pela cidade, incluindo a sede, na Alberto Torres, que tem 400 alunos. A orquestra que vai à La Paz estava ensaiando, sob a regência do Maestro Luis Maurício Carneiro e ofertou Rosinha com duas belas interpretações de Mambo (de Leonard Bernstein) e Abertura Festiva (de Dimitri Shostakovich). Jony Willian agradeceu o apoio da Prefeitura e à Rosinha, "fato que permitiu a viagem à Bolívia".

Rosinha reconheceu o trabalho social realizado pelo Centro Cultura Musical, parabenizou Jony Willian e, após ser aplaudida pelos alunos, recebeu das mãos de um deles, uma comenda e de uma aluna, um buquê de flores.

Rosinha e Garotinho foram as estrelas do comício na Praça do Santíssimo

Rosinha guerreira, mulher brasileira!, gritava a multidão, antes dela falar.
Rosinha diz da importância da eleição de Peregrino
Nahim pede votos para Garotinho e quer a volta de Rosinha
Palanque colorido e a praça lotada
Peregrino e Garotinho satisfeitos com resultado da maratona

Há tempos não se via tanta gente na Praça São Salvador para participar de um comício. Uma verdadeira multidão se dirigiu à praça, em plena quarta-feira, para ver e ouvir Rosinha, Garotinho, Peregrino e Waguinho.

Após uma maratona que incluiu os municípios de Conceição de Macabu, Macaé, Carapebus e Quissamã, Garotinho (2258) chegou a Campos, acompanhado do candidato a governador Peregrino (22) e o candidato ao Senado Waguinho (707), tendo dificuldade para subir ao palanque devido a quantidade de pessoas que desejavam abraçá-lo, tocá-lo, solidarizar-se com ele.

Rosinha estava a aguardá-lo (ela chegou do Rio na parte da tarde), juntamente com grande parte dos secretários municipais, alguns vereadores, líderes empresariais e comunitários, os candidatos a deputado estadual Davi Loureiro, Vieira Reis e Geraldo Pudim e o candidato a federal, Paulo Feijó. Todos discursaram. Roberto Henriques chegou, mas não discursou. Cumprimentou algumas pessoas, pediu à multidão que lembrasse de seu nome na urna e seguiu para São Francisco, para onde iria, depois, Garotinho, Waguinho e Peregrino.

Clarissa Garotinho também chegou com o pai e, no seu discurso, disse que pretende ser a melhor deputada na Assembléia, assim como é a melhor vereadora na Câmara da capital.

Rosinha disse estar triste porque a justiça eleitoral, num golpe baixo, está impedindo dela realizar tuido que sonhou para o povo de Campos e, ainda, por não estar inaugurando as obras que fez, como as reformas de escolas, creches, postos de saúde, a creche nova... mas espera poder inaugurar o Cepop, a reforma da rodoviária, a obra da beira valão.

Nahim chegou depois de Garotinho e também fez uso da palavra, dizendo a Rosinha e ao Garotinho que jamais irá traí-los e que está dando prosseguimento aos projetos que Rosinha deixou. E espera que ela retorne logo porque ela é que foi eleita pelo povo, estando ele apenas cumprindo uma missão que lhe foi dada como substituto imediato da prefeita, na condição de presidente da Câmara.

Após os dircursos de Waguinho, Garotinho e Peregrino, a comitiva teve dificuldade para sair. Juntou um grande número de pessoas atrás do palco e que desejavam cumprimentar Rosinha e Garotinho.

A advocacia não é nem será a profissão mais nobre

Cláudio Andrade olha para o próprfio umbigo e diz que a advocacia é a profissão mais nobre que há. É muita pretensão. Muita arrogância. Aliás, típica dos causídicos e juízes. A profissão mais nobre eu não sei qual é e é difícil de dizer. Mas a mais importante, é a do cozinheiro. Imagine comer grãos sem cozimento, sem tempero?!

No que tange ao aspecto social e político, seria a do educador a profissão mais nobre. O pedagogo, aquele que conduz ao conhecimento. A advocacia não está nem estará nunca entre as principais profissões mais nobres. A não ser que, genericamente falando, reconheçamos que todas as profissões são nobres.  

Edson ocupa a 17ª cadeira na Câmara

Finalmente Edson Batista  assume o lugar que é seu na Câmara Municipal de Campos. Obteve os votos da bancada governista (nove vereadores). Odisseia votou contra. Dante Lucas se absteve. Os demais da oposição não apareceram. Não creio que ocorra, neste mês de campanha intensa, que mobiliza todos os vereadores, embates significativos no legislativo. Após a eleição, todavia, os debates tendem a ser acirrados, até porque Edson foi o vereador mais combativo nos governos Arnaldo e Mocaiber e, agora, deverá defender o governo das críticas infundadas que serão feitas pelos que desejam o retorno da boquinha.